quinta-feira, 1 de março de 2012

II Tm 1: Certezas de Paulo que precisamos ter

O Apóstolo Paulo era alguém que tinha muitas certezas e consequente segurança sobre o que fazia. Um sinal disso é que todo início de carta que ele escreveu o identifica como apóstolo de Cristo pela vontade de Deus. Não lhe faltava a certeza de que era Deus quem o havia chamado e também que direcionava cada passo de sua vida e ministério. Com isso, vemos a segurança e autoridade que o acompanhou, claramente demonstrados em seus escritos.

Chama-me a atenção também a forma como Paulo demonstra tal segurança e muitas certezas no primeiro capítulo de II Tm. E ele está certo sobre coisas que, caso também estejamos, estaremos mais seguros e confiantes para colocarmos em prática o que o Senhor quer que coloquemos.

Primeiro, ele tem certeza de que foi Deus quem o comissionou. Como já disse acima, a carta começa com a sua introdução clássica, falando sobre a sua posição no corpo de Cristo pela vontade de Deus (1.1). Segundo, Paulo sabia que suas aflições presentes eram por causa do evangelho: tanto a prisão quanto as demais adversidades (1.8). Não seria diferente com ele, pois a pregação do evangelho, o exercício do seu ministério, era tão central em sua vida, que lhe garantia segurança do controle do Senhor sobre qualquer situação.

Então, no verso 1.9, o Apóstolo demonstra consciência de que foi salvo por Cristo, vocacionado por Deus e isso devido à sua graça. Consciência de sua salvação, de seu papel no reino e de sua condição diante de Deus. Entendo que tais certezas demonstram grande maturidade na caminhada cristã. Não tenho dúvidas sobre a comunhão com Deus, estou seguro do meu chamado e conheço quem sou - assim como Deus é. Sendo assim, já tenho boa parte do caminho seguramente traçado.

O verso 1.11 nos diz que ele foi constituído apóstolo, pregador e mestre. Além de todas as certezas acima, ainda há a da especificidade de seu ministério. Paulo sabia exatamente o que deveria fazer, qual papel, exatamente, deveria desempenhar. Gostaria que todos na igreja tivessem essa certeza e consciência. Não sei quantas pessoas já vi que procuram se envolver em todos os ministérios possíveis, pensando que assim, trabalhando em tudo e como um louco, agradará a Deus. Uma certeza como essa de Paulo nos dá foco e faz com que nos envolvamos com aquilo que irá colaborar com o propósito de Deus para nós. Sei que trabalharei na igreja com música? Me envolverei nessa área. Serei mestre? Estudarei. Percebam que os três papéis que Paulo diz desempenhar estão intimamente relacionados, ou seja, ele tinha muito foco no que fazia, de forma que sua atenção e dedicação era centrada, focada, não fragmentada.

Essas são as conclusões que podemos tirar de forma clara do texto, sem inferir praticamente, olhando só para o que salta aos olhos. E já são certezas preciosas, que precisamos buscar para servirmos melhor e com mais eficácia ao Senhor. Conheçamos bem a nós mesmos e ao nosso Deus, bem como seu propósito para nós. Alcançaremos tudo isso através de uma vida de oração relevante e do conhecimento da sua Palavra, disciplinas que devemos cultivar diariamente.

Sirvamos ao Senhor da melhor maneira: com segurança, foco, dedicação e disciplina.

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