quarta-feira, 29 de fevereiro de 2012

I Tm 6: O Apóstolo Paulo, sobre a Teologia da Prosperidade

Último capítulo da primeira carta de Paulo a Timóteo. Aqui, o Apóstolo dará as últimas instruções ao seu companheiro de ministério e se despedirá. Essas últims instruções falarão sobre a postura ideal daqueles que se converteram sendo escravos, sobre o amor dinheiro em contraste com a doutrina correta de Cristo e ainda sobre a postura ideal para o próprio Timóteo, diante do amor ao dinheiro sob o qual muitos estavam vivendo.

O primeiro ponto, sobre os escravos, traz para nós uma orientação sobre a nossa vida profissional, principalmente aos que trabalham como funcionários de alguém. Aqueles homens deveriam servir aos seus senhores com respeito e honra, justamente por terem se convertido, para que o nome de Deus não ficasse envergonhado pelo testemunho deles. Caso o seu senhor fosse cristão, isso deveria ser motivo para servi-lo ainda melhor, ao invés de ser uma brecha para se tirar vantagem e/ou aliviar o trabalho. Aprendemos uma lição sobre responsabilidade e excelência aqui, não é?

E então o Apóstolo fala sobre o amor ao dinheiro, fazendo-o de forma tão única que vale a pena aprofundarmos um pouco aqui. Para começar, leia abaixo os versos 3-5 deste capítulo:

"Se alguém ensina outra doutrina, e se não conforma com as sãs palavras de nosso Senhor Jesus Cristo, e com a doutrina que é segundo a piedade, é soberbo, e nada sabe, mas delira acerca de questões e contendas de palavras, das quais nascem invejas, porfias, blasfêmias, ruins suspeitas, contendas de homens corruptos de entendimento, e privados da verdade, cuidando que a piedade é fonte de lucro."

Em poucas palavras, o texto diz que aqueles que consideram a piedade como fonte de lucro, não se conformando com a boa e correta doutrina de Cristo, são soberbos, pois se propõem a expor uma "verdade" acima evangelho. Os que assim fazem estão delirando, diz o texto. O termo usado para a palavra piedade é eusebéia, que do grego pode ser traduzido por piedade ou religião. Portanto, muitos que são corruptos de entendimento e privados da verdade, como diz o texto, pensam que a religião é fonte de lucro.

Nosso Senhor disse que conheceríamos a árvore pelo fruto, falando justamente sobre os falsos profetas que surgiriam. Sobre os mesmos, ele diz que nem todo o que o chama de Senhor fará parte do seu reino (Mt 7.20-21). Você consegue ver motivos de "suspeitas ruins" no ministério de Jesus? E inveja de sua parte, brigas de opiniões, soberba? Pois isso não acontecia com ele e não acontece com pessoas que levam a Palavra de Deus a sério não é a toa. Já com aqueles que tem a religião como fonte de lucro...

Outro dia, postei um vídeo aqui no blog que demonstra os frutos de quem vive delirando acerca da doutrina de forma escandalosa. E seus frutos são podres tal qual o texto nos mostra. O mesmo protagonista do vídeo responde a acusações terríveis no ministério público, sobre lavagem de dinheiro, extorsão, evasão de divisa e outros escândalos relacionados às suas finanças e de sua igreja (vejam este outro vídeo). Esses frutos acompanham justamente aqueles buscam o lucro e o benefício próprio através da falsa piedade, da falsa religião.

A orientação de Paulo a Timóteo diante desses exemplos é o contentamento com o suficiente. O verso 6.8 diz isso claramente. E o Apóstolo ainda adverte que aqueles que querem ficar ricos se enveredam por caminhos que não queremos passar (6.9-10).

Finalmente, o capítulo e a própria carta caminham para seu desfecho com a recomendação para que Timóteo fugisse dessas coisas, seguindo a "justiça, a piedade, a fé, o amor, a paciência, a mansidão" (6.11). E o orienta a recomendar aos ricos desse mundo que sejam também "ricos em boas obras, generosos em dar e prontos a repartir", acumulando um tesouro que lhes garanta a vida eterna (6.17-19).

Meus amigos e irmãos, usar a religião como fonte de ganho é anti-cristão. Há tesouros mais preciosos a serem conquistados na caminhada cristã. Outro dia ouvi falar que um sujeito era tão pobre, que só tinha dinheiro... E a verdade é que o aperfeiçoamento do nosso caráter, a melhora dos nossos relacionamentos, a vitória sobre o pecado, o desprendimento material que adquirimos com Cristo em prol do evangelho e do bem comum, dentre outras virtudes, é que são tesouros verdadeiros. Dinheiro, conforto extremo, lucros absurdos, estão à disposição de qualquer um que se disponha a buscá-los a qualquer preço. Mas essas virtudes, só Cristo, através do Espírito Santo, pode gerar em nós.

Busquemos o simples, profundo e valioso reino de Deus. E acumulemos tesouros para a vida eterna. Das nossas necessidades, como muito prometeu, o Senhor cuidará. Que Deus preserve nosso coração e consciência. Que o sirvamos sempre e da melhor maneira.

Um comentário:

marcio saraiva disse...

aquela pergunta que sempre me fazem a pratica do dizimo e ofertas pedidas frequentimente nas nossas igrejas sera ou é o mais importante ou seja o dinheiro de sobra que todos querem ter no bolso ou seja todos interpretam a parte de cesar ou seria o dinheiro pois ele não disse a parte, ou nenhum dos disipulos de jesus morreram ricos e nenhum falaram sobre o dizimo porque......