sábado, 4 de fevereiro de 2012

Cl 4: As últimas e importantes orientações de Paulo

Na reflexão de hoje, nos ateremos aos 6 primeiros versos do capítulo 4, último da carta. Lembrando porém, que o trecho que lemos a partir de 4.1 começou, pelo menos, em 3.17. Há aqui uma relação de orientações diretas e práticas a grupos específicos. Mulheres, maridos, filhos, pais, servos e, já no capítulo 4, também aos senhores (de escravos). Os versos 3.16-17 nos orientam a termos a Palavra de Deus habitando ricamente em nós, de forma que todas as nossas ações sejam pelo Senhor. E este texto não é interrompido no final do capítulo, mas entende-se ao trecho que tratamos aqui.

Se resumirmos as últimas orientações de Paulo nesta carta, teremos o seguinte norte:

1 - Todos temos que prestar contas a Deus, portanto devemos agir com temor. Uma grande diferença entre o cristão e o não-cristão é que o primeiro sabe que precisa prestar contas no final de tudo. E as orientações para agirmos com temor abordam de pais a filhos, de senhores a servos. Todos, sem exceção, compareceremos diante do tribunal de Deus. Alguns, para receberem sua sentença. Outros, dos quais espero que façamos parte, sua recompensa. Que vivamos com temor!

2 - Os colossenses deveriam orar por Paulo, seu líder e referencial, para que tudo corresse bem com o seu ministério, e ele tivesse oportunidade de anunciar a Cristo independente de suas cadeias. Antes disso ainda, deveriam ser persistentes na oração de forma geral. Não orar pelo nosso pastor é um erro grosseiro. Através dele, somos ensinados e direcionados. Compartilhamos do tempo que ele investe em nós, muitas vezes ao custo de seu próprio conforto e tempo com a família. E não lhe dedicamos orações? Você pode ter algum tipo de problema com o seu pastor. Mas nunca deixe de orar por ele. Nessas orações, o Senhor pode trabalhar em seu coração para que a situação não-ideal seja mudada. Pode depender de você!

3 - A terceira e última direção dada por Paulo é sobre a nossa postura com os que não conhecem a Cristo. E a postura recomendada pelo Apóstolo sempre foi chocante para mim. Ou melhor, a forma como agimos contrariamente ao que ele recomenda, me choca. Nem Jesus, nem Paulo ou qualquer dos apóstolos, olhava com ar de superioridade ou de desprezo para os não-cristãos. Eles não os julgavam, pelo contrário. Paulo diz que se fazia de tudo para com todos, para que pudesse ganhar alguns. Os não-cristãos são a razão do nosso trabalho para o Senhor.

A recomendação de Paulo é que tenhamos sabedoria parar lidar com os que não conhecem a Cristo e ainda que tenhamos sempre uma boa palavra, temperada com sal, como ele diz.

Devemos nos lembrar que essa é uma das últimas cartas do Apóstolo, sendo presente no último conjunto de cartas que ele escreveu a igrejas (junto com Filipenses, Efésios e Filemon). Depois dessas, ele escreve as duas à Timóteo, uma à Tito, e seu próximo passoo é a libertação da segunda prisão em Roma, mas para a morte.

A carta aos de Colossos se encerra no mesmo tom pessoal que a dominou. Um líder amigo escrevendo para amigos com quem se preocupa e recomendando-os a andarem na verdade. E com ênfase na última parte, que entendo normalmente que tem uma importância especial, ele diz que devemos ter consciência de que temos que prestar contas a Deus, agindo coerentemente com isso; orarmos perseverantemente, inclusive por ele mesmo e que devemos pregar o evangelho sabiamente.

Essas orientações são atemporais. Não serviram apenas aos Colossenses, mas são vivas para nós hoje. Tenhamos uma vida de comunhão com o Senhor, que seja cheia de temor e de frutos. Que Deus nos ajude!

Nenhum comentário: