quinta-feira, 12 de janeiro de 2012

Paulo aos Filipenses: Importantes orientações para uma igreja importante

Paulo escrevendo ainda esta carta, à igreja localizada na cidade de Filipos, colônia romana batizada com esse nome por Filipe II, pai de Alexandre, o Grande (em torno de 40 a.C.). A carta foi escrita mais provavelmente em 62, sendo uma das cartas da prisão de Paulo. Nesse ano, ele estava preso em Roma, juntamente com Silas, seu companheiro de ministério.

A igreja em Filipos foi fundada pelo próprio Paulo. O Apóstolo pregara ali o evangelho durante sua segunda viagem missionária. Lembra-se do episódio em que Paulo e Silas são presos e cantam louvores? As cadeias se quebram e eles pregam o evangelho ao carcereiro da prisão (At 16)? Esse episódio se deu em Filipos. Sua prisão foi por expulsar o demônio de uma escrava, o que irritou seus donos, que levantaram perseguição contra ele e os seus. Ser endemoninhado deveria ser direito constitucional naquela época. Da mesma forma que podemos ir e vir, cada um deveria poder ser livre para ter seus demônios... Aff!

Ainda trazendo algumas informações sobre a cidade, ela era importante por pelo menos dois motivos. Primeiro, Filipos era uma colônia romana de prestígio. Seu colonizador, Filipe II, a transformara em colônia para os soldados aposentados, concedendo a todos os direitos de cidadão romano. Ainda por outro motivo, a cidade é importante por carregar consigo um histórico de influência de homens de destaque no contexto do Novo Testamento: Paulo evangelizou na cidade e fundou a igreja, à qual Lucas, o médico, dedicou um bom tempo ao seu cuidado após a partida de Paulo. Posteriormente, Timóteo assume a liderança da igreja. Bons homens passaram por ali e fizeram um bom trabalho.

A mensagem escrita a esse povo é também importantíssima. Mexe conosco saber que Paulo escreveu trechos como 4.4, dizendo ao povo que se alegrasse no Senhor, estando ele amarrado ao tronco numa prisão com seu companheiro de ministério. Paulo trata de cristologia na carta, ao falar da encarnação e volta de Cristo no capítulo 2, ao menos. Combate falsos ensinos (só pra variar) e defende uma vida cristã dedicada e zelosa, contrária à vida descuidada que alguns dali estavam levando. Ainda exorta aos cidadãos orgulhosos da colônia romana que nossa pátria verdadeira é o céu, a eternidade, que é muito mais preciosa que o que eles têm em mãos.

Filipenses merece nossa cuidadosa atenção. Ela carrega trechos que se tornaram básicos do Novo Testamento, como a exortação à alegria e a declaração sobre a encarnação e volta de Cristo. Além de nos ensinar ainda sobre humildade, a importância de os pastores darem atenção pessoal às suas igrejas, amor ao próximo, etc.

Nos próximos quatro dias meditaremos nos textos desta carta. Aproveito para abrir um parênteses e fazer um incentivo: geralmente, estou dedicando o primeiro dia de leitura de cada livro a trazer essas informações que nos ajudam a entender melhor a carta. E, sempre que escrevendo aqui, ao menos uns 3 livros acompanham a leitura do texto, para ajudar na coerência do que é comentado. Motivo você a dedicar um tempo de estudo das Escrituras em sua leitura, não apenas fazer uma leitura do texto sem saber o que o rodeia, mas compreendê-lo por completo. Isso trará maior fidelidade ao nosso entendimento e também edificação para nós.

Leiamos e aprendamos com Paulo e os Filipenses. Que o Senhor nos acrescente, como sempre tem feito.

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