sexta-feira, 27 de janeiro de 2012

Paulo aos Colossenses: Defendendo a fé da melhor maneira

Paulo escreve esta carta à igreja que ficava na cidade de Colossos, uma importante cidade em sua época. Sua localização coincide hoje com a região centro-sul da Turquia. A cidade ficava na encruzilhada principal da estrada que saía de Éfeso e rumava para o leste. Éfeso era a capital da Província da Ásia, importante centro comercial. Sendo assim, Colossos crescia à sua sombra.

A data de escrita da carta coincide com a da carta aos Efésios. Paulo fora informado por Epafras, um irmão líder da igreja em Colossos, sobre a situação deles. Paulo, preso em Roma por volta do ano 60-62, escreve a Carta aos Colossenses, aos Efésios e aínda uma terceira carta à igreja de Laodicéia. Na mesma época ainda foram compostas as cartas aos Filipenses e à Filemon.

Seu maior objetivo ao escrever estas cartas é combater as ameaças doutrinárias das quais Epafras o informou. Não temos dados suficientes para classificar qual tipo de heresia de fato formou-se ali, mas sabemos que ela tinha características legalistas (só pra variar), agredia a centralidade de Jesus e também cultuava anjos, além de pregar o desapego aos prazeres de forma extrema, o ascetismo.

Epafras, correspondente de Paulo, ficou preso com ele ao fazer-lhe a visita que o informou sobre essses problemas. Quem conduz esta carta, assim como outras a seu pedido, é Tíquico, um companheiro de Paulo em sua terceira viagem missionária. Tíquico tornou-se bispo em alguma igreja na Ásia Menor ou na Itália, possivelmente em Nápole.

A forma como Paulo combate o falso ensino é exemplar. Ele não gasta seus escritos difamando o ensino incorreto. Antes, mostra como de fato é o evangelho de Cristo. Concordemos que fazer apologética expondo a verdade é muito mais sadio e agradável do que denegrir a mentira, não é mesmo? Paulo fez assim. O tom simples e prático de sua carta deixa isso claro. Ela consiste basicamente em dois blocos, sendo que no primeiro, de dois capítulos, é dito em que se deve acreditar e nos últimos dois, como se deve agir.

Seguíssemos o exemplo de Paulo e nossa pregação seria muito mais eficaz! De certa forma, não precisamos conhecer todas as religiões cabalmente. Mas precisamos conhecer a Cristo e à sua doutrina. Se você souber o que a Bíblia diz sobre a morte, o juízo, nossa condição essencial diante de Deus e a graça, por exemplo, na primeira vez em que você se deparar com a doutrina da encarnação ela não lhe será problema. Ainda que nunca tenha ouvido falar sobre ela antes, conhecendo os princípios de Cristo e do evangelho, esse ensino biblicamente incoerente é facilmente refutado.

Certa vez ouvi alguém dizer (infelizmente, não me lembro quem) que muitas vezes perdemos tanto tempo e esforço falando sobre o que não acreditamos, que até nos esquecemos do que de fato acreditamos. Quase poderíamos fazer, ao invés de uma tradicional declaração de fé, uma declaração de incredulidade. Mas o exemplo Paulino é outro para nós.

Leiamos esta carta preciosa. Que, assim como o Senhor sempre faz com sua Palavra, que aprendamos e consigamos pôr em prática o que nos é ensinado. Boa leitura e aprendizado para nós!

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