segunda-feira, 9 de janeiro de 2012

Ef 5.1-17: Orientações para a prática cristã ideal

O texto que vimos no último devocional, Ef 4.17-32, é a primeira parte de duas que tratam do mesmo tema: a postura ideal para a prática cristã. A segunda parte é o texto que trabalhamos hoje, de 5.1-17. Trata-se de um dos textos mais práticos do Apóstolo Paulo, onde ele dá instruções diretas como devemos nos portar em relação a muitas práticas que muitos têm por comum, mas que nãos nos são ideais.

O verso 5.8 é um dos centrais dessa segunda parte, e diz: "(...) outrora éreis trevas, mas agora sois luz no Senhor. Andai como filhos da luz (...)". A orientação para termos uma vida cristã coerente é tema chave desse texto. E tal orientação é de fato cabível e coerente, pois muitos Efésios estavam adotando um cristianismo muito liberal, que aceitava práticas mundanas em sua prática. E é também coerente com o nosso tempo, pois sabemos que muitos agem da mesma forma em nosso meio.

Há algum tempo conheci um rapaz que desejava ministrar louvor na igreja. E fez o que podia para provar sua aptidão a tal tarefa. Se suas motivações eram sinceras ou não, ficarão livres de meu julgamento. Mas, depois de algum tempo, quando já estava quase assumindo a responsabilidade que almejara, começou a relacionar-se com uma moça de outra cidade, que passou a morar em sua casa e os dois passaram a ter uma vida conjugal informal. Sua intenção de ministrar, porém, permaneceu inabalável. Por algum motivo estranho, ele achava que poderia continuar com sua prática, desde que assumida e confessada, e ter uma vida dedicada a Deus e à sua obra.

O Senhor conta conosco. Mas conta conosco puros. Como o texto de Efésios diz, devemos andar na luz. Não  deve haver nada em nossa vida que não possa ser iluminado, exposto, pois caso o seja, manifestará incoerência entre nossa confissão e prática. A prostituição, impureza, cobiça, torpeza, conversas fúteis e maldosas, devassidão, avareza, são atitudes listadas por este texto de Paulo que devem permanecer longe de nós. Não podemos servir a dois senhores, como bem nos diz Mt 6.24. Naquele texto, os dois senhores são o Senhor e as riquezas. Mas sabemos que não importa quem seja o segundo senhor. Pode ser nossos prazeres, bens materiais, algum relacionamento. Qualquer coisa que venha a competir com uma dedicação integral, pura, verdadeira e exclusiva a Deus, ao Senhor Jesus, da nossa parte.

Se decidimos ser cristãos verdadeiros, nossa decisão inclui entregar a Deus o senhorio da nossa vida. Quem manda em nós, a partir de agora, é o Senhor, e é a sua vontade e agrado que buscamos, como o servo, o escravo faz ao seu dono. E seremos capazes, pelo seu Espírito Santo, de praticarmos aquilo a que ele nos orienta. Sendo cheios do Espírito Santo (5.18), conseguiremos viver em amor (5.1-7); agradar a Deus, evitando os  que praticam o mau e as suas obras (5.8-14); viver de forma sábia e coerente com a vontade de Deus (5.15-17) e cultuar a Deus com naturalidade e sinceridade, sendo capazes de nos sujeitarmos uns aos outros (5.19-21).

Entendo que erramos, muitas vezes, por não darmos ouvidos às Escrituras. Vejam como este texto é um exemplo claro de orientações práticas para nós, que podem nos livrar de tantos embaraços até mesmo em nossa vida secular, comum, cotidiana. O Senhor sabe o que é melhor para nós, e ouvi-lo é provar que estamos de fato sob o seu senhorio.

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