sexta-feira, 6 de janeiro de 2012

Ef 4.1-16: Igreja dividida. O que isso nos diz?

O texto referido no título acima detém uma mensagem tão clara, que minha primeira vontade é copiá-lo aqui, comentar em um parágrafo e dizer amém. Realmente te incentivo a lê-lo antes de continuar com esse texto aqui. Será bem melhor.

O trecho lido fala sobre a unidade na igreja. E traz muito conceitos interessantes, que respondem a algumas perguntas do mesmo nível. Por exemplo, se quisermos saber qual deve ser a finalidade de qualquer ministério existente na igreja, podemos recorrer aos versos 4.11-14, que nos dirão que eles devem visar o aperfeiçoamento e a edificação da igreja, promover a unidade da fé e uma unidade no que diz respeito ao conhecimento de Cristo e também o fortalecimento doutrinário. Entendo que algum ministério que não colabore com esses objetivos está apenas "enchendo linguiça".

Assim como em I Co 12, Paulo compara a igreja com um corpo e diz que ela é o corpo de Cristo, do qual ele é cabeça. E os versos 15-16 também nos respondem outra pergunta interessante usando essa metáfora: o que o unidade da igreja gera? Segundo o texto, gera um crescimento bom e sadio, uniforme, como o crescimento de qualquer corpo humano saudável. Uma igreja unida "edifica-se a si mesmo em amor", diz o texto.

E uma igreja desunida? Também respondemos pelo texto o que ela diz e pode gerar em si mesma e para os que com ela estão de alguma forma relacionados. Basta percorrermos os primeiros versos do capítulo (4.1-10) e pensar na lógica contrária à exposta ali. A via principal nos diz que as seguintes posturas/atitudes/qualidades promovem a unidade: humildade, mansidão, bondade, paciência com o próximo, consciência de que Deus é um só e da mesma forma deve ser a fé, assim como é o batismo. Praticando essas coisas, promoveremos cada vez mais a unidade e a autenticidade do nosso relacionamento com Deus em nossas igrejas/comunidades.

Agora, havemos de concordar, que uma igreja dividida nos passa a mensagem contrária às características acima, certo? Se temos um corpo dividido, isso está atestando que no seus membros há: soberba, ira, cólera e/ou falta tolerância, uma fé desigual, cheia de interpretações diversas, não-uniforme. Para termos ainda mais certeza do perigo dessas atitudes, imaginemos alguém com qualquer das posturas acima. Seria agradável conviver ou estar perto dessa pessoa? Pois assim como parece, quem age assim acaba por semear divisão.

Quantas vezes já não presenciamos divisões na igreja porque o ego inflado de alguém ficou ferido? Divisões e brigas por alguma discordância doutrinária? Este último pode justificar realmente alguma revisão de conceitos que passe por um processo difícil, mas não deve levar à divisão, antes deve promover a unidade de doutrina, como dito antes. Quantas vezes já não testemunhamos irmãos ou líderes perseguindo outros por pura vaidade, insegurança, medo? E essas últimas razões da divisão são muitas vezes geradas por uma caminhada cristã medíocre, que mais ostenta a aparência do que a autenticidade. E a cada momento em que a divisão é por elas estimulada, o atestado de mediocridade, mentira e hipocrisia é reforçado.

Uma igreja unida é edificada e cresce de forma sadia. Uma igreja dividida passa uma mensagem egoísta e mundana. A vida na igreja deve ser guiada pela unidade, ela deve ser um alvo duramente perseguido. E é claro que isso envolve custos. Em muitas situações, para que a unidade seja preservada, nossa razão deve ser deixada de lado. Assim como nosso orgulho, preferências, etc. Pensando no crescimento sadio que a unidade da igreja tem potencial para produzir, prefiro sofrer pela unidade a reinar na divisão.

Entendamos, contextualizemos e pratiquemos o que esses versos preciosos nos dizem. E que o Senhor faça de nós, como eu ouvia há muito tempo em uma oração atribuída a São Francisco de Assis, "instrumentos da sua paz".

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