segunda-feira, 19 de dezembro de 2011

II Cor 12.11-21: Mais um exemplo de Paulo sobre dedicação ministerial

Após contar sobre uma experiência sobrenatural que viveu - forçado pelos questionamentos de seus opositores, Paulo fala sobre uma terceira visita que planejava fazer aos coríntios e sobre sua motivação para com eles. O verso 12.15, central dessa passagem, diz:

"Agora estou pronto para ir ter convosco pela terceira vez, e não vos serei pesado, porque não busco o que é vosso, mas sim a avós. Afinal de contas, não devem os filhos entesourar para os pais, mas os pais para os filhos. Eu de muito boa vontade gastarei, e me deixarei gastar pelas vossas almas, ainda que, amando-vos cada vez mais, seja menos amado."


Este é o penúltimo capítulo da carta e quando vemos Paulo derramar sua frustração para com os coríntios devido aos questionamentos a respeito de sua autoridade apostólica. O Apóstolo foi questionado e acusado, mas uma postura sua lhe servia de argumento sólido: não havia brecha alguma para que ele fosse justamente acusado de se aproveitar financeiramente da igreja, pois ele mesmo foi quem bancou os custos de seu ministério. Como os versos acima disseram, Paulo não buscou o que era da igreja, mas a própria igreja.

Eu fico indignado com a postura contrária de líderes de hoje? Sim. É verdade que não tenho ideia de onde eles julgam achar base bíblica coerente para cometerem seus abusos? É. Porque o exemplo de Paulo nas Escrituras é o mais claro a esse respeito, e caminha justamente na via contrária. I Cor 9.13-15 também reforça esse exemplo. Diz:

"Não sabeis vós que os que administram o que é sagrado comem do que é do templo? E que os que de contínuo servem ao altar, participam do altar? Assim ordenou também o Senhor aos que anunciam o evangelho, que vivam do evangelho (até aqui você já deve ter ouvido pregações a respeito). Mas eu de nenhuma destas coisas usei. E não escrevi isto para que assim se faça comigo. Melhor me fora morrer, do que alguém fazer vã esta minha glória."


Leu bem a última frase? Paulo preferia a morte à vergonha de não ter servido voluntariamente, inclusive com seus próprios recursos financeiros. E muitos hoje não tem vergonha de abusar financeiramente de suas ovelhas.

Confesso estar um pouco cansado de tratar sobre esse tema, pois considero o abuso daqueles que protagonizam a via contrária de Paulo tão grande, que dispensa acusações. Eles próprios as tecem, com seus testemunhos. Assim como o testemunho de Paulo gritava, o deles também o faz. Mas esses gritam uma mensagem digna de vergonha. O de Paulo, uma digna de orgulho. Inclusive, sobre esse exemplo de Paulo eu também falei em outro post.

O Apóstolo inclui na temática do capítulo 12 o fato de poder ter sido até injusto com suas ovelhas, não as deixando participar financeiramente de seu ministério. Mas a imaturidade daquele povo e a legalidade que agora tinha Paulo para lhes fazer tais advertências fazia valer o preço.

O Senhor te chamou para servi-lo de alguma forma? Faça-o despretensiosamente. Ainda que da forma mais simples, principalmente no início, mas faça-o sem querer nada em troca, a não ser agradar o Senhor. Com atitudes simples, como só receber o que lhe for oferecido para custear o que for realmente necessário. Considere seu trabalho voluntário uma oferta ao Senhor, pois ele é digno e servi-lo já é um privilégio. Nossa geração carece de pessoas dedicadas, sinceras e com aspirações mais espirituais do que materiais. Que o Senhor nos ajude a somarmos para tapar essa lacuna.

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