sexta-feira, 9 de dezembro de 2011

II Co 7: A boa tristeza dos coríntios

No capítulo 7 desta carta,, Paulo está encerrando um bloco que começou em 2.12, e que tratou de seu ministério, especificamente. O Apóstolo expôs um pouco de sua história com os coríntios, compartilhou de seus sofrimentos, falou sobre o caráter de sua pregação e como as dificuldades validavam a mesma, etc. Agora, ele fecha esse bloco para falar de outro assunto nos capítulos 8-9 e depois falar novamente e de forma mais direta de seu ministério no cap. 10. Lembrando que a defesa de seu ministério é um dos principais motivos para ele ter escrito esta carta.

O capítulo que tratamos aqui é muito importante para esta carta. Paulo diz como reagiu aos sentimentos do povo de Corinto quando foram repreendidos por outra carta sua. Ele diz que a tristeza neles gerada produziu bons frutos. Tal tristeza chegou pesar-lhe no coração, mas ele diz que logo foi consolado, pois entendeu que esse sentimento produziu algo bom naquele povo, que foi o arrependimento. Paulo trata esse sentimento como uma "tristeza segundo Deus", que produz arrependimento para a salvação. E diz que ela é diferente da tristeza do mundo, que produz a morte.

Essa tristeza vinda de Deus é uma tristeza boa. Quando nos entristecemos por situações cotidianas, por decepções, frustrações ou por causa de algum percalço, também temos oportunidade de crescimento, claro. Lembro-me do provérbio bíblico que diz que há mais proveito num velório do que numa festa, pois no velório os homens refletem sobre seus caminhos. Mas essa tristeza não tem proveito certo; a tristeza segundo Deus, sim.

O problema é que estamos acostumados nos entristecermos por qualquer coisa, mas não entristecermos por alguma coisa que valha a pena. Ficamos tristes porque nos decepcionamos com atitudes de amigos. Por frustrações no trabalho, por não conseguirmos alguma coisa que queríamos, etc. Geralmente, situações em que outros sentimentos seriam mais válidos e produtivos, como a perseverança, a fé, a confiança no outro a despeito da decepção, dentre outros. E naquelas situações em que a tristeza nos cairia bem, não a sentimos.

Se pecamos, a tristeza merece lugar em nosso coração. Se, ao invés dela, temos qualquer outro sentimento, podemos ficar preocupados. Devemos inclusive pedir ao Espírito Santo que essa tristeza nunca se afaste de nós. Se chegarmos a um ponto no qual "frustramos a vontade de Deus" (com "aspas" até em negrito) para nós e não nos incomodamos com isso, o temor do nosso coração estará comprometido. Podemos e devemos orar a Deus para nos restaurar esse temor.

Fiquemos preocupados em nos entristecermos pelos nossos pecados. Pelas injustiças que presenciamos na nossa sociedade, por quando vemos tantas pessoas buscando tantas coisas que não as levarão a lugar nenhum. Como os coríntios, nos entristeçamos pelos nossos pecados e dos nossos companheiros, pois devemos buscar agradar ao Senhor a qualquer custo. E valorizemos esse sentimento, pois ele produzirá em nós crescente santificação, o que nos levará a agradarmos mais ao Senhor.

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