terça-feira, 6 de dezembro de 2011

II Co 4: A vida abundante não é para todos

O texto de II Co 4 é um texto animador. Alguém que esteja fraco, cansado, desanimado e leia algum de seus trechos, certamente se sentirá melhor, uma vez que a Bíblia lhe seja um bom referencial. Veja este texto, por exemplo:


"Em tudo somos atribulados, mas não angustiados; perplexos, mas não desesperados; perseguidos, mas não desamparados; abatidos, mas não destruídos; trazendo sempre no corpo o morrer de Jesus, para que também a vida de Jesus se manifeste em nossos corpos"
II Cor 4.8-9

Este é Paulo, autor da carta, falando sobre a sua postura/reação diante das adversidades que lhe acometiam. E podemos e devemos olhar para este texto como um bom referencial, sim. Como outros também, por exemplo, o sermão da montanha.Quando o Senhor diz para olharmos para os pássaros e para as plantas, vermos como o Pai lhes provê tudo com toda a suficiência sem que eles se preocupem com tal, ele nos anima a confiarmos em sua provisão e não nos desesperarmos. Graças a Deus, que nos conhece, anima e provê. Graças a Deus!

Porém, há um fato para o qual precisamos atentar. Qual razão leva o Apóstolo Paulo a ter tal ânimo e tamanha confiança segura em Deus? Não é o fato de sua consciência ter total segurança de que todo o seu empenho, trabalho, esforço, dedicação, devoção, estarem voltados para o Senhor Jesus? Ele não se baseia na sua própria justiça, mas caminhar como o Senhor nos orienta, nos dá a segurança do seu cuidado.

Da mesma forma, as promessas que vemos no sermão do monte, exemplo citado acima. Jesus falava para os seus, para aqueles que estão ao seu serviço, aos quais ele conhece e que estão envolvidos com a sua causa. Já disse isso aqui no blog em algum outro momento, mas reforço que as promessas de Deus são para os discípulos, não para a multidão. Pregar as bem aventuranças, promessas e palavras de ânimo a qualquer que ouça a pregação ou que leia a Bíblia descompromissadamente é injusto.

Uma grande injustiça neopentecostal, principalmente, é buscar cativar seguidores a partir destes benefícios, que são destinados aos que já estão com Cristo. Os benefícios da salvação vêem como consequência da caminhada, mas não são o caminho.

Uma proposta para nós? Dedicarmo-nos ao máximo ao Senhor. Como Paulo, que pôde escrever com propriedade:

"Pois nós, que vivemos, estamos sempre entregues à morte por amor de Jesus, para que também a vida de Jesus se manifeste em nossa carne mortal. De modo que em nós opera a morte, mas em vós a vida.
Pois tudo é por amor de vós, para que a graça, multiplicada por meio de muitos, faça abundar a ação de graças para glória de Deus. Por isso não desfalecemos; mas ainda que o nosso homem exterior se esteja consumindo, o interior, contudo, se renova de dia em dia."
II Cor 4.10-11; 15-16

A dedicação de Paulo aos seus era feita sem reservas. Seus esforços eram todos voltados para aqueles que eram o alvo de seu ministério. Por isso, como diz o verso 4.16, seu interior era renovado diariamente, como pode ser o nosso. Dediquemo-nos e experimentemos o cuidado que o Pai tem com os seus filhos.

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