quarta-feira, 9 de novembro de 2011

Rm 15: Sendo Jesus para o meu próximo

Lembra-se de Paulo dizer que somos cartas vivas de Deus, que levamos a mensagem de Cristo que está escrita no nosso coração (II Co 3.3)? E de Jesus dizer que somos o sal da terra e a luz do mundo, que sem nós o mundo está no escuro e sem sabor (Mt 5.13-16)? Pois muitos dos que não são cristãos têm uma única oportunidade de "lerem" a mensagem do Evangelho: olhando para nós, cristãos - que significa "pequenos Cristos", lembra?

O capítulo 15 de Romanos continua a mensagem do anterior, onde Paulo falou sobre nos preocuparmos com a nossa postura de forma a cooperarmos com a fé do nosso irmão. Agora, ele usa o exemplo do que Cristo fez em nós como norte para sabermos o que devemos fazer ao nosso próximo. Ele cita dois pontos diretos sobre isso. Leia abaixo (e leia o capítulo todo na sua Bíblia também, claro!):

"Mas nós, que somos fortes, devemos suportar as fraquezas dos fracos, e não agradar a nós mesmos. Portanto, cada um de nós agrade ao seu próximo no que é bom para a edificação. Pois também Cristo não agradou a si mesmo mas, como está escrito: Sobre mim caíram as injúrias dos que me injuriavam."
Rm 15.1-3

"Portanto, recebei-vos uns aos outros, como também Cristo nos recebeu para a glória de Deus"
Rm 15.7

Não devemos concordar totalmente com o Apóstolo? Refletir a mensagem que de Cristo recebemos é provar que de fato recebemos e entendemos a graça dele em nossa vida. Assim como o próprio Paulo disse em relação ao ensino da ceia do Senhor: "eu recebi do Senhor o que também vos ensinei..." (I Co 11.23); e ainda o que Jesus disse em Mt 10.8: "Curai os enfermos, limpais os leprosos, ressuscitai os mortos, expulsai os demônios; de graça recebestes, de graça dai".


Comunicar o que Jesus fez em nós, fazendo com o próximo. Quer uma maneira melhor do que essa de evangelizar? Difícil. Se de fato recebemos a Jesus e temos consciência de tudo o que ele fez por nós, seremos capazes de retribuir um pouco ao nosso irmão ou àquele que ainda não conhece o Senhor, esse favor. Como disse o Apóstolo João, se eu não amo ao meu irmão, que vejo, como amarei a Deus, a quem não vejo (I Jo 4.20)?

Jesus nos perdoou, lógico, devemos estar prontos a perdoar os que "pecam" contra nós. Usou e ainda usa de muita misericórdia e paciência conosco, por causa dos nossos pecados. É bondoso, levando em conta mais a intenção do nosso coração do que a nossa capacidade de acertar. Fez, faz e ainda fará coisas boas por nós. Demonstrou-nos o amor em seu último grau, oferecendo-se em sacrifício no nosso lugar. E o que disso tudo temos de fato demonstrado na vida do nosso próximo?

Os capítulos 14 e 15 de Romanos nos trazem esse bom confronto: devemos praticar a nossa fé olhando para o próximo assim como Jesus olhou para nós. Se não formos capazes de fazer isso, devemos rever nossa experiência - se é que ele aconteceu - com Cristo. Pois se fomos amados de forma tão graciosa, seremos capazes de demonstrar isso a quem se apresentar carente do amor de Deus. Muitas vezes nós é que seremos o "Jesus" do nosso próximo. Que Deus nos use com liberdade, uma vez que tenhamos de fato o recebido.

Nenhum comentário: