sexta-feira, 18 de novembro de 2011

I Co 6.13-20: O cristão e o desejo sexual

Paulo trata na segunda parte de I Co 6, dos versos 13-20, sobre a incompatibilidade que há entre o cristão e uma vida sexual impura. Entende-se como vida sexual correta aos olhos de Deus aquela que é mantida entre cônjuges oficialmente unidos, ou seja, através do casamento. Nestes versos, o Apóstolo diz que não devemos unir os nossos corpos ao de uma prostituta, mas unir o nosso espírito ao do Senhor. Pois ou seremos um com Deus ou com aquele a quem nos entregamos sexualmente de forma indevida (6.15-17).

A forma mais íntima que podemos nos relacionar com alguém é a sexual. E infelizmente, é também a mais banalizada. Nem preciso lembrar aqui como a sexualidade é exposta e trabalhada pela mídia afim de conquistar o gosto dos consumidores para determinado produto ou mesmo de movimentar a indústria pornográfica, que gira milhões por ano.

Para fazer um pequeno "parênteses", você já percebeu como é cruel o uso da sensualidade pela mídia? Quando vemos uma imagem sensual temos o nosso instinto mais forte e primitivo despertado por ela. ao associar este tipo de imagem a um determinado produto anunciado, a intenção é de que inconscientemente façamos uma ligação entre o quase-incontrolável desejo sexual e aquele produto, para que passemos a desejá-lo com tanta intensidade como desejamos satisfazer aquele desejo.

O Senhor e Paulo reconhecem que não é fácil controlarmos nossos impulsos sexuais. Tanto que ao começar este trecho do texto, Paulo faz uma analogia entre o corpo e a prostituição com o estômago e a fome. Tanto desejamos o sexo como desejamos comer, trocando em miúdos. Mas Deus, que nos comprou por alto preço em Cristo, que nos fez santuários do Espírito Santo, é o primeiro interessado em nos fortalecer para vencermos as tentações do sexo.

Já fui preso à pornografia antes de conhecer a Cristo. Fui liberto, com muito custo, quando tomei atitudes radicais que me afastassem desse pecado e decidi buscar a Deus, jejuando incansavelmente até que tivesse certeza de não mais estar preso a essa cadeia. E o Senhor me ajudou nisso com excelência. Continuei a caminhada cristã, conheci minha esposa e nos casamos virgens, já aos 26 anos. Não tenho a arrogância de ver mérito meu ou dela nesse fato, mas do Senhor que nos deu forças e preservou.

O nosso corpo é para o Senhor e devemos glorificá-lo com ele (6.19-20). Na hora certa, o sexo nos trará um prazer puro e bom, sem o "brinde" da culpa. Na hora certa, não satisfaremos apenas um desejo carnal, mas haverá uma completude de corpo e alma, envolvendo a satisfação sexual e emocional, e com a aprovação de Deus, que sabe o que é melhor para nós e assim nos orienta para nosso próprio bem.

Se você que lê este texto tem alguma dificuldade nessa área, saiba que não está sozinho. Enquanto escrevo essas palavras oro por você, para que encontre força no Senhor e consiga ser liberto por ele. Seja radical na sua decisão de não se contaminar, não se prostituir, não se envolver com a pornografia, a masturbação, a sensualidade. E o Senhor demonstrará o seu favor aliado à tua determinação. Que Deus nos abençoe e santifique. Que preservemos puro o Templo do Espírito Santo, que é o nosso corpo.

2 comentários:

Anônimo disse...

legal

Anônimo disse...

Deus te abençoe muito por suas palavras. Me foram de grande valia.