quinta-feira, 6 de outubro de 2011

At 9.1-18 - Aceitação sem acusação

Saulo, chamado posteriormente de Paulo, foi surpreendido pelo Senhor quando ia até Damasco para perseguir os cristãos dali. Como dizem os versos sobres os quais aqui tratamos, Paulo reconheceu que Jesus era quem lhe aparecera e creu nele. Ao ter esse encontro, ficou cego e passou três dias sem comer nada, até que Ananias, um discípulo que morava em Damasco, foi ao seu encontro.

Interessante é o fato de o Senhor dizer à Ananias que ele deveria ir até a casa de um tal de Judas para encontrar-se com um homem chamado Saulo, que era de Tarso, cuja fama Ananias conhecia bem. Tão bem que ele reluta em ir, dizendo:

"Senhor, de muitos ouvi acerca deste homem, quantos males tem feito aos teus santos em Jersusalém; e aqui tem poder dos principais dos sacerdotes para prender a todos os que invocam o teu nome".

O Senhor diz a Ananias que ele deveria ir assim mesmo, e este o obedece. Agora, surpreendente mesmo, se repararmos bem, é a forma que Ananitas trata Paulo em sua casa:

"Irmão Saulo, o Senhor Jesus, que te apareceu no caminho por onde vinhas, me enviou, para que tornes a ver e sejas cheio do Espírito Santo".

Ananias nem ainda tinha tomado um café com Saulo. Não conhecia um ponto positivo de seu caráter ou conduta, apenas a sua má fama. Mesmo assim, sob uma palavra do Senhor, esse discípulo dirige-se a Saulo como um irmão, e um irmão que receberia o dom do Espírito Santo.

O Senhor não faz acepção de pessoas mesmo. Ele não julga pela aparência, pelo exterior, nem mesmo pelas atitudes. Apenas atenta para a sinceridade do coração. O contrário disso tudo, nós somos quem fazemos. Mas, a exemplo de Ananias, devemos crer que Jesus tem o poder transformador suficiente para mudar qualquer um e qualquer coisa. Quando Ananias refere-se à Paulo como um irmão, reconhece tudo isso e demonstra entender um princípio que será mostrado mais tarde pelo próprio Paulo:

"Assim que, se alguém está em Cristo nova criatura é, as coisas velhas já passaram, eis que tudo se fez novo".
II Cor 5.17

"Quem intentará acusação contra os escolhidos de Deus? É Deus quem os justifica"
Rm 8.33

Ananias não julgou Saulo, que tinha autoridade do Estado para matá-lo, se assim desejasse. Por muito menos, julgamos e condenamos qualquer um. Com críticas infundadas, preconceitos, dúvidas do caráter da pessoa ou da genuinidade da sua transformação pessoal, etc. Por reconhecer a palavra de Jesus sobre Paulo, Ananias o recebeu como a um irmão.

Se tratarmos o nosso próximo com imparcialidade e temor de Deus, seremos mais justos nos nossos relacionamentos. Se não o tratarmos como deve e merece, na verdade estamos duvidando de Cristo, que é quem efetua a obra. Não do próximo ou de sua palavra. mas do próprio Jesus.

Que o Senhor nos permita ver o outro ao menos um pouco como o Senhor o vê. Assim amaremos mesmo o nosso próximo, a despeito do que ele pode ter feito ou de quem seja; mas apenas por reconhecermos e acreditarmos na voz do Mestre.

Um comentário:

Ana disse...

Olá Pr Nivton!
Infelizmente nos dias de hoje o amor está se esfriando,o amor as coisas e não as pessoas está invadindo nosso meio cristão.Temos que vigiar o máximo para não ficarmos igual ao mundo.Esta passagem nos mostra realmente que Ananimas obedeceu,sabendo que iria encontrar com uma pessoa,um ser humano.Valeu peoa devocional e oremos por nossos irmãos que estão precisando e amor e muitas vezes a correria das igrejas e nossa,tem nos deixado devendo ao reino de Deus mais amor.
Ana(Conselheira)