quinta-feira, 20 de outubro de 2011

At 20 - Como ter o mesmo poder dos Apóstolos?

O que muito me chama a atenção na vida dos Apóstolos e dos discípulos que vemos em Atos é a dedicação integral deles ao Evangelho. Com isso não quero dizer a dedicação de tempo integral, que pede que se abra mão do trabalho remunerado comum, mas a dedicação integral de vida e esforço. Por que, como vemos no próprio livro de Atos e inclusive em 20.34, Paulo trabalhava normalmente para garantir o seu sustento enquanto pregava o Evangelho.

Neste capítulo o Apóstolo dos gentios está em Éfeso com a intenção de ir até Jerusalém. Ele faz um discurso aos anciãos e líderes da igreja de Éfeso que muito os entristece, pois lhes diz que eles não voltariam a vê-lo pessoalmente. Ele não sabe se sua morte ocorrerá em Jerusalém, mas este risco não é problema para Paulo. Como diz 20.23-24, o Espírito Santo sempre confirmava a Paulo que de cidade em cidade ele sofreria perseguições e em Jerusalém não seria diferente. Paulo diz que sua vida não é mais preciosa que o testemunho de Cristo que ele precisa dar.

Imagino que muitos de nós já olhamos para a igreja de Atos e para os Apóstolos/discípulos e oramos a Deus para que tivéssemos em nossas vidas os mesmos sinais que os acompanhavam. Já pedimos a Deus que nos desse a autoridade e unção de Pedro para pregar o Evangelho, por exemplo. Dois de seus discursos em Atos agregaram á igreja oito mil pessoas. Ou ainda o poder que acompanhava Estevão e Filipe, que pregavam de forma que ninguém podia lhes resistir. A autoridade de Paulo, que o levou a pregar a pessoas de grande importância naquela época.

Todo o poder, autoridade e unção que acompanhavam os discípulos está ainda disponível para nós, pois é o poder do Espírito Santo que nos foi prometido. Podemos fazer o que eles fizeram, aliás, podemos fazer obras maiores até que as de Jesus, como ele mesmo disse. Porém, se olharmos para a vida e dedicação dos irmãos da igreja primitiva, como disse no primeiro parágrafo que muito me chamam a atenção, e a compararmos com a nossa, o que veremos?

Vemos que nada que os Apóstolos tentavam fazer para o Senhor era frustrado. Não há registro de uma oração por um enfermo que não tenha resultado em cura. Não há uma pregação que não tenha gerado conversões ou impactado de forma a gerar um movimento ou tumulto que, depois, produzia frutos. Qual a diferença deles para nós? Há alguma?

Retomo novamente o primeiro parágrafo: eles se dedicavam de forma integral ao Senhor. Não havia para eles outra prioridade que não a pregação do Evangelho. Valia mais do que sua própria vida, como nos testemunha o fato de todos os Apóstolos terem morrido assassinados como mártires em prol do Evangelho, com exceção de João, que morreu de morte natural numa prisão (puxa, que diferença!).

É muita incoerência de nossa parte, se pedimos ao Senhor o poder do Espírito Santo na mesma proporção que vemos no Novo Testamento, mas a nossa dedicação ao Senhor se limita aos cultos de fim-de-semana ou a uma oração antes das refeições e na hora de dormir. Como Paulo, podemos nos dedicar ao Senhor no nosso trabalho, pregando o Evangelho aos que ali estão. Podemos usar nossa sala de aula para testemunhar de Jesus e ainda nos dedicarmos a servir aos irmãos na igreja. Uma dedicação integral ao Evangelho é viável para aquele que quer fazê-lo. E para isso não precisamos abandonar trabalho, estudos, etc.. Apenas dispor o coração integralmente.

Que nos dediquemos ao Senhor na proporção da grandeza do que ele fez em nós. Assim, ele terá o nosso máximo. Em contrapartida, podemos reivindicar a promessa de Deus do poder do Espírito Santo para testemunharmos o Evangelho.

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