quinta-feira, 15 de setembro de 2011

Jesus prefere os pecadores

Nos dez primeiros versos de Lucas 15 Jesus conta-nos s parábolas da centésima ovelha e da dracma perdida, ambas trazendo a mesma mensagem: o arrependimento de um pecador traz mais alegria do que muitos justos que não precisam de arrependimento.

Jesus contou essas parábolas devido ao questionamento feito pelos fariseus e escribas, os religiosos judaicos (pra variar), sobre o fato de ele receber pecadores e comer com eles. Na ocasião, o Senhor estava conversando com vários cobradores de impostos e pecadores.

Lucas tem ênfases muito bem definidas em seu texto e a repetição da valorização de determinadas classes e grupos discriminados nos demonstra uma delas, que é a preocupação de Jesus com aqueles que são considerados inferiores pelos demais. Além da quebra que Jesus faz da "importância" dada aos religiosos. Como vimos no devocional de ontem, é para eles que o Mestre profere os discursos mais pesados.

Se seguirmos o exemplo de Jesus na escolha de suas companhias, concluiremos que nosso lugar também é com os pecadores. Jesus não procurava a companhia dos religiosos, mas sempre buscava aqueles "que precisavam de médico", como ele mesmo disse. Os religiosos, inflamados por sua soberba, também precisavam de cura. Mas por não reconhecerem isso, Jesus se dirigia àqueles que reconheciam. Por isso diz, noutro momento, que as prostitutas e os cobradores de impostos entrariam no reino antes dos religiosos (Mt 21.31).

O cristão é a carta de Deus para o mundo, aberta a quem quiser ler. O problema é que muitos religiosos pensam até tê-la escrito(!). Não nos fará sentido algum se, convertidos, cercarmo-nos de pessoas também cristãs e isolarmo-nos em nosso "mundinho gospel". Jesus tinha um relacionamento íntimo e profundo com os seus discípulos, mas juntamente com eles, buscava a companhia de pecadores.

Nossa luz só aparece nas trevas. Em meio a mais luz, ficamos ofuscados. Nosso sal só salga aquilo que não tem sabor. Se lançarmos sal numa comida já temperada, a estragaremos. Somos luz e sal para irmos às trevas e àquilo que é insípido. Que o Senhor nos faça olhar com amor para o mundo, para os que estão realmente sedentos de Deus. E que possamos iluminar e salgar a vida de quem quer e precisa.

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