quarta-feira, 7 de setembro de 2011

Como receber algo de Jesus

Alguns já conhecem a história sobre a qual meditaremos aqui. É a do centurião cujo um dos servos, a quem ele estimava muito, estava doente. Esse centurião procura Jesus para curar o homem, e porta-se de maneira tal que Jesus diz não ter visto até aquele momento fé igual à sua.

Uma vez que Jesus elogiou alguém, esse sujeito é digno de ser observado por nós. Afinal, também queremos ser aprovados pelo Mestre. No caso do Centurião, quatro atitudes suas me saltam aos olhos: ele tinha um sentimento sincero; humildade; uma postura aprovada; temor e cria no poder soberano de Jesus. Sua história é contada em Lucas 7.1-10 (também em Mateus 8.5-13).

O verso 2 diz que esse centurião estimava muito o servo que estava doente e que por isso enviou-lhe alguns anciãos dos judeus para rogarem a Jesus por ele. O centurião não pedia algo por pedir, ele estava sentimentalmente envolvido com a situação problema. Não pedia por puro capricho, como tantos. Além de pedir por outro, ainda pedia com o coração.

O texto diz (vs 4) que os anciãos, orientados pelo centurião, rogaram muito a Jesus que fosse com eles. Essa postura humilde nos é exemplar, pois vai na contramão de outra postura comum hoje: a de colocar Jesus na parede, exigindo, determinando, decretando, etc.. Como já disse outra vez por aqui, numa fé que age assim, quem é o soberano?

Ele também era alguém aprovado. Os anciãos dizem (vs 4-5) que ele alguém digno, que amava a Israel e que até lhes havia construído uma sinagoga. Nossas obras não compram a atenção do Senhor, mas atestam a fé que há em nosso coração. Como disse Tiago, a fé sem obras é morta. E o centurião demonstrava tal fé com suas obras, além de ser admirado pelos judeus a ponto de ser chamado de digno.

Mesmo sendo alguém com este tipo de atitude, o centurião não se orgulhava de tal e reconhecia ser indigno até de dirigir a palavra a Jesus, tendo por isso lhe enviado os anciãos e depois alguns amigos (vs 6-7). Essa humildade e temor devem ser presentes na nossa vida, caso queiramos receber algo do Senhor. Conhecendo-o, sabemos que ele quer estar próximo de nós, mas o sentimento do centurião nos é exemplar.

Por fim, o centurião reconhece a soberania e poder de Jesus, dizendo que bastaria a ele dizer uma palavra e que sua vontade se cumpriria. Então, Jesus elogia a sua fé e o seu servo fica curado. Acima de tudo, se queremos receber algo do Senhor, devemos estar cientes de que não lhe há nada impossível. Por um momento ele pode não nos atender, pois ele é Deus e age como, quando e onde quer, de acordo com sua soberana vontade. Se o que pedimos não é coerente com a sua vontade, podemos ficar tranquilos, pois ele sabe o que é melhor para nós.

Deus é soberano e poderoso. Para recebermos algo dele, devemos nos colocar em nosso devido lugar, exercendo temor e humildade, portando-nos de forma digna e clamando a Ele pelo que precisamos. Como foi nesse caso e como nos reforçam as Escrituras, ele dá graça aos humildes, enquanto resiste aos soberbos.

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