sexta-feira, 26 de agosto de 2011

Um exemplo para o discipulado em III João

Pelo pequeno tamanho da carta de III João, fica fácil olharmos para o texto todo e identificarmos o que o Apóstolo, que demonstra responsabilidade pastoral para com seus destinatários, objetivava com seu escrito. Assim como em outras cartas do Novo Testamento, aqui João elogia, exorta, previne, repreende, motiva, etc. A carta é uma demonstração de cuidado pastoral.

João escreve elogiando a Gaio por sua hospitalidade e conduta cristã e condenando a atitude de um tal Diótrefes, que agia de forma contrária. Também previne a Gaio de seguir o mau exemplo daquele, além de elogiar ainda Demétrio e esboçar o desejo de ver os seus destinatários. Basicamente, toda a terceira carta de João está neste parágrafo.

O Apóstolo nos dá exemplo, com isso, das características que devem estar presentes no nosso discipulado. Primeiro, João demonstra envolvimento emocional com seu discípulo: ele lhe quer bem, desejando-lhe saúde física e emocional. O processo ainda deve ter reconhecimento dos acertos do discípulo para motivá-lo, assim como João fez, elogiando a Gaio. João reconheceu seus acertos e o encorajou. Também deve ter um olhar acurado de um pastor que zela pelo rebanho, alertando sobre a presença do lobo ou de qualquer perigo, como foi com o caso de Diótrefes.

Essas duas primeiras atitudes discipuladoras, colocamos em prática ao caminharmos juntos com o discípulo a ponto de vermos seu progresso e discernirmos o que lhe é potencialmente prejudicial. Contra os perigos, devemos alertar nossos discípulos sempre para que eles não sejam pegos de surpresa por algo que podemos enxergar e eles não.

João ainda elogia um bom companheiro, Demétrio, que serviria de bom exemplo e companhia para seu filho na fé. E encerra a carta dando continuidade ao discipulado, planejando ver seu discípulo para continuar orientando-o.

Da mesma forma, esse exemplo nos é útil: devemos motivar bons relacionamentos àqueles que acompanhamos e não fazer um "pseudo-acompanhamento"; assim como no caso de João, o discipulado deve ser contínuo. Apenas uma ligação, um e-mail, um bilhetinho (há quem considere que a terceira carta era um bilhete anexo à outra) não são suficientes para gerar crescimento. Deve haver vivência. Como João intentava fazer, devemos buscar contato direto e mais profundo com nossos discípulos. Tudo o que temos a lhes ensinar não deve caber apenas nos recursos aqui citados.

Me alegra um texto tão simples como o desta carta trazer lições tão preciosas para nós. Isso demonstra como o Senhor não quer que percamos um detalhe do que ele quer nos ensinar, não importando que recurso ele usará para tal. Mesmo que seja um pequeno texto entrar para as Escrituras, um que talvez até questionemos a razão de estar ali. Mas, assim como João o fez e devemos fazer também, o Senhor não mede esforços para abençoar àqueles que o seguem.

2 comentários:

Carolina Leonel disse...

Nivton,
Como você bem disse ao longo do texto, Deus é tão simples quando nos ensina que muitos detalhes acabam passando despercebido.
A convivência com nossos discípulos deve ser rotineira e agradável. Acredito que o verdadeiro discipulado é aquele que se torna amizade.
Deus abençoe.

Nivton Campos disse...

Concordo demais, Carol!
Amigos somando esforços por um objetivo comum... Poucos empecilhos serão consideráveis!
Bom que passou por aqui. Bem vinda e que Deus te abençoe também!