quarta-feira, 10 de agosto de 2011

Servindo como Jesus III - matando o orgulho

Jesus de fato assumiu o papel de servo, até literalmente. Quando Jesus levanta-se da ceia e veste-se com uma toalha para lavar os pés dos discípulos, ele toma atitude que nos diz mais do que parece (Jo 13.4).

Uma casa daquela época poderia ter dois tipos de servos: o diácono e/ou o doulos, ambos termos do grego. O diácono era um servo que poderia representar seu Senhor em determinadas situações, como numa negociação. O doulos era aquele que fazia o serviço que o judeu não se acharia digno de fazer. Lavar os pés, então, era uma tarefa para o menor da casa.

Richard Foster, grande autor cristão, supõe que no momento daquela ceia, como não houvera o servo doulos, os discípulos poderiam ter ficado se perguntando quem assumiria tal tarefa. Decerto, diz ainda Foster, a maioria deles não objetivava ser o maior de seu grupo, mas também ninguém queria ser o menor.

Jesus é o primeiro entre os discípulos (e entre nós) a assumir o papel menos importante para nos mostrar o exemplo mais nobre. Jesus nos ensina a servir, a fazer o trivial, o comum, como forma de servirmos a Deus e abençoarmos ao outro. E isso sem atentar para quem somos ou o que temos, qual nossa posição ou status.

Como o texto de Filipenses 2 nos lembra, ele era Deus e assumiu a forma de servo. O Todo Poderoso, o Verbo da Vida, lavou os pés aos seus discípulos. E nós, nos recusaremos a servir aos nossos irmãos, até os mais simples, por nos acharmos alguma coisa?

Fomos servidos pelo Rei dos Reis. Não há ninguém menos importante do que nós nessa relação. Logo, devemos servir indiscriminadamente, como Senhor, e em detrimento do nosso orgulho.

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