sábado, 13 de agosto de 2011

Se seremos consolados...

A partir do capítulo 13 do Evangelho de João, Jesus está na última semana que antecede a crucificação e dedica um tempo exclusivo aos discípulos, dando-lhes várias instruções: sobre o serviço, as dificuldades vindouras, seu retorno para lhes buscar, sobre o Espírito Santo, etc.

No capítulo 16, o Mestre fala sobre a vinda do Espírito Santo, seu papel, dá alguns alertas aos discípulos e fala sobre sua segunda vinda. O papel do Espírito Santo, tema mais desenvolvido neste trecho, é o convencer o mundo do pecado, da justiça e do juízo (16.9-11); guiar os discípulos à verdade e anunciar as coisas futuras que tiver ouvido de Jesus (16.13-15) e, o que quero destacar aqui, consolar (16.7).

Se consolar é uma tarefa do Espírito Santo, ou do próprio Deus, como podemos considerar, já entendemos que precisaremos ser consolados. O que nos remete a uma vida cristã potencialmente sofredora, na qual enfrentaremos mesmo tudo o que Jesus disse - e que nos esquecemos facilmente - , todas as aflições, perseguições e lutas.

Se o Espírito nos é enviado para consolar, é incoerente pensarmos num evangelho que transforma nossa vida num mar de rosas com abundante prosperidade e ausência de tribulações. É fato que somos guardados pelo Senhor de todo mal, mas sofreremos lutas justamente por causa do seu nome, como ele mesmo disse. Do cap. 13 em diante no seu evangelho, o próprio João nos mostra inúmeras referências sobre isso.

Teremos uma vida cristã de desafios. Viver o Evangelho não quer dizer "aceitar a Cristo" para ter uma vida melhor. Mas, receber a graça da salvação e comprometer-se com ela, levando de graça essa mesma graça que recebemos. E lembrando que, se nos fora prometido o Consolador, haverá momentos de tristeza e dificuldades. Mas o próprio Deus é quem estará em nós, consolando-nos e motivando-nos a continuar no caminho.

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