quinta-feira, 11 de agosto de 2011

O amor só existe na unidade

Quando Jesus resume toda a lei ele o faz em dois mandamentos que envolvem o mais nobre dos sentimentos: amar a Deus e amar ao próximo. Estes mandamentos o Apóstolo João entendia muito bem. Chamado no seu próprio evangelho de discípulo amado, ele narra discursos de Jesus nos quais ele é incisivo neste ponto.

Um destes discursos ocorre na ceia anterior à páscoa, pouco antes da crucificação, cena narrada em Jo 13.21-35. Jesus está com seus discípulos e o texto diz que seu espírito se perturbou, e então ele anunciou que seria traído. Consciente disso, Jesus incentiva Judas a apressar-se para fazer o que queria, o que leva o traidor a deixar a ceia.

Nos versos de Jo 13.31-35, Jesus diz que ele seria glorificado logo, o que entendemos ser com sua morte e ressurreição. E dá um "novo mandamento", como ele mesmo o diz, aos seus: que eles amem uns aos outros assim como haviam sido amados por Jesus.

Este é um desafio enorme. Afinal, Jesus nos amou a ponto de morrer por nós. E ele ainda diz que seremos reconhecidos como seus discípulos por fazermos isso. E este elo de ligação entre nós e o Senhor é muito belo. Somos marcados pelo amor que temos uns pelos outros, e temos este amor porque fomos amados primeiro por alguém que, de tão perfeito e grande, não veria nada de interessante em nós.

Me chama atenção o momento em que Jesus diz isso. Por que ele não o disse quando Judas ainda estava à mesa? Esta declaração é feita logo após a sua saída. Entendo que só é possível manifestar e viver o amor quando há unidade no nosso meio. Penso isso remetendo-me ao contexto de nossas igrejas. Se dentro delas houver contendas, discussões, disputas, etc., não conseguiremos viver o amor que recebemos de Cristo. Logo, não seremos seus discípulos.

Para vivermos o amor, precisamos de unidade. O "Judas" deve sair do nosso coração. A discórdia deve dar lugar à união, e então conseguiremos ser discípulos verdadeiros, colocando em prática o amor que recebemos.

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