quarta-feira, 3 de agosto de 2011

Não julgar, não se contaminar, preocupar-se com o que importa

João diz que uma mulher pega em flagrante adultério foi levada a Jesus, em 8.1-11. Isso depois de Jesus contrariar alguns judeus com o que ele fazia. O texto diz que lhe apresentaram a mulher e perguntarm a Jesus o que fazer como uma armadilha, para testá-lo (8.3,6).

Aprendo três lições que para mim são muito preciosas neste texto.

A primeira delas é a mais óbvia, sobre não julgar. Jesus já disse aqui mesmo em João que ele não veio para julgar ninguém, e agora confirma seu discurso na prática. Ele demonstra que todos são tão pecadores quanto a mulher adúltera e não a condena (8.7-11).

A segunda eu aprendo enquanto teólogo, parte de um grupo de leitores da Bíblia que gosta de fazer perguntas - relevantes e não - para o texto lido. Não sei quantas vezes já vi alguém morrer de curiosidade e até especular sobre o que Jesus escrevera no chão enquanto estava inclinado, com a mulher a sua frente.

Uma mulher flagrada em adultério era apedrejada, como texto nos conta. E ela era levada como tivesse sido apanhada para a sua execução. Jesus estava diante de uma mulher nua, muito provavelmente (dificilmente alguém seria flagrado em adultério de outra forma). Diante disso, fica difícil querer preocupar-me com o que Jesus escrevia na terra: o fato de ele respeitar a nudez da mulher não a olhando diretamente e preservar-se de ser tentado com aquela cena já diz o suficiente ao meu coração.

É tão comum querermos nos ocupar com o que não importa... Então, ficam três lições simples de Jesus neste episódio: não devemos julgar, pois nem ele o fez; sua atitude de respeito e de santidade deve ser copiada; e olhemos para o que importa de fato, não o periférico. Certas perguntas no máximo satisfazem uma curiosidade sem propósito. Mas perguntas certas trazem respostas transformadoras.

Um comentário:

Rafael Valentim disse...

Pois é, o segredo não está na resposta certa. O segredo tá na pergunta certa.

Abraço!