segunda-feira, 1 de agosto de 2011

Mirando nossos esforços em Jesus

Jesus disse ser o "pão da vida" em Jo 6.35. O momento que ele profere tal declaração é logo depois de fazer a primeira multiplicação dos pães, narrada em Jo 6.1-15. Uma multidão havia ido atrás dele após a multiplicação, e então Jesus os confronta por estarem seguindo-no apenas por terem sido saciados de alimento no dia anterior (6.26).

Jesus usa duas ilustrações semelhantes para falar sobre o que ele representava àqueles que o encontravam: ele dá a água viva (Jo 4.10-14) da qual quem beber nunca mais terá sede (4.13-14) e é o pão da vida, do qual quem comer nunca mais terá fome (6.35).

O pão que na oração pai-nosso, por exemplo, representa a provisão de alimento (Mt 6.9-13 e Lc 11.2-4) é o básico necessário para se sobreviver. A mesma representação é usada por Jesus ao responder Satanás após ser tentado (Mt 4.1-4 e Lc 4.1-4).

Trabalhamos dia após dia para conseguirmos tal provisão básica: para termo o "pão de cada dia", para nosso sustento. E via de regra, nossos maiores esforços estão concentrados na obtenção de nosso sustento, o que é normal. Você já fez um paralelo entre o tempo que gasta trabalhando para se sustentar ou para adquirir o que deseja/precisa e o tempo que gasta dedicando à sua família, por exemplo?

O verso de Jo 6.27 nos traz uma palavra de Jesus que vai contra essa lógica: "trabalhai, não pela comida que perece, mas pela comida que permanece para a ida eterna (...)". Jesus, que diz ser o pão da vida, nosso alimento que conduz à vida eterna, está dizendo que não vale a pena concentrar nossos esforços na obtenção do nosso sustento, apenas.

Obviamente, não incentivarei aqui que você deixe o seu trabalho e vá pregar o evangelho durante o horário comercial. Entendo do Senhor, porém, que nossos esforços e trabalho devem tê-lo como prioridade e não alguma de nossas necessidades, ainda que as mais básicas.

Fazer isso parece impossível. Mas podemos trabalhar normalmente e priorizar a Cristo no nosso trabalho. Enquanto atendemos um cliente, por exemplo, podemos fazê-lo com excelência e boa disposição, cativando-o e apresentando-lhe a Cristo. Podemos dedicar parte do nosso tempo ao trabalho voluntário e também do nosso ganho financeiro à obra de Deus.

Não deixaremos de buscar o nosso sustento, mas quando olharmos para nossos esforços, devemos buscar o ideal de vê-los apontando para Cristo, não para nossas próprias necessidades ou desejos, apenas.

"Não andeis ansiosos por coisa alguma, mas em tudo, pela oração e pela súplica, com ações de graças, sejam as vossas petições conhecidas diante de Deus. E a paz de Deus, que excede todo entendimento, guardará os vossos corações e as vossas mentes em Cristo Jesus" Fp 4.6-7

"Buscai primeiro o seu reino e a sua justiça, e todas estas coisas (comida, bebida e vestuário, necessidades básicas descritas nos versos anteriores) vos serão acrescentadas" - Mt 6.33

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