domingo, 21 de agosto de 2011

I Jo 3.1-7 - João, como é Deus?

Que resposta boa João nos dá na sua carta. Resposta a uma pergunta que ele aprendeu a responder quando viveu o que narrou no seu Evangelho: Jesus queria que os seus cressem no seu nome e soubessem que ele era, de fato.

Agora, João entende que Deus se manifestou a nós através de Jesus, e também entende que essa manifestação/revelação não foi total, pois ainda o veremos "assim como ele é" (3.2). Então, ele nos dá um "esboço" de como é o nosso Deus, nos versos 3-7.

O verso 3 diz que ele é puro e assim como ele é, devemos ser. Temos que ser puros sexualmente; puros de intenção; puros nos nossos relacionamentos, vivendo-os com sinceridade e sem segundas intenções, tanto no relacionamento com os irmãos como no relacionamento com Deus. Ele é puro e devemos nos purificar, se temos a esperança de nos encontrarmos com ele e o vermos como realmente ele é - como também diz o verso 3.3.

No verso 5, João diz que nele não há pecado, ele é santo. Diz que ele se manifestou para tirar os nossos pecados e que se vivemos pecando, na verdade não o conhecemos. Este verso aumenta a nossa responsabilidade. Se somos seus filhos, devemos nos portar como tal. Algum pecado insiste me ser presente na nossa vida? Busquemos àquele que se manifestou para tirar nossos pecados.

Finalmente, o Senhor é justo. E quem pratica a justiça só pode ter vindo dele, pois nós não o somos; justiça é uma virtude que não existe naturalmente em nós. Se nos dizemos filhos de Deus mas fomentamos um contexto de injustiça, estamos enganando a nós mesmos. Por isso, podemos acreditar que se o Evangelho realmente passa a fazer parte de nossa vida, seremos incomodados ao nos depararmos com a situação do mundo atual. A injustiça, tão condenada na Bíblia desde Moisés e os profetas, nada tem a ver com o Senhor.

O interessante no caráter de Deus é que ele é contagiante. Ele é puro, santo e justo, e não conseguimos nos relacionar de fato com ele sem que essas características passem a fazer parte de nós. Assim é Deus. E, se somos dele, "meio assim" o seremos. Um dia, o veremos sem a limitação que nos é imposta pelo pecado. Mas desde que sejamos, desde já, reflexo daquilo o que ele é.

Nenhum comentário: