quarta-feira, 17 de agosto de 2011

Fé perseverante num Cristo vivo

Em João 20, vemos um exemplo bem oposto do que vimos no capítulo 19 com Pilatos, Nicodemos e José de Arimatéia. E o bom exemplo vem de alguém que aquela sociedade discriminava: uma mulher, Maria Madalena.

Os discípulos estavam dispersos. Jesus fora crucificado na sexta e sepultado no sábado. Na madrugada de domingo, Maria Madalena foi visitá-lo no sepulcro. Diferentemente dos personagens do capítulo anterior, Madalena havia seguido Jesus também em vida. Lucas 8.1-2 diz que ela, juntamente com outras mulheres, acompanhavam Jesus e o discípulos.

Maria Madalena foi a primeira a buscar Jesus após a crucificação. Mesmo seus discípulos não o fizeram, sequer estavam reunidos. Quando Maria vê que o corpo de Jesus não se encontra no sepulcro, corre para avisar os discípulos e só encontra Pedro e João (20.2).

A perseverança de Maria Madalena e o amor claro dela por Jesus lhe renderam um privilégio: ela foi a primeira a ver o Senhor ressuscitado. É ela quem anuncia a todos os discípulos que o Mestre estava vivo (20.18).

Sua atitude é a de quem teve uma experiência verdadeira e marcante com Cristo. A mesma referência de Lucas, citada acima e também Marcos 16.9 dizem que Jesus havia expulsado dela sete demônios. A partir de seu encontro com Jesus, ela foi liberta e transformada. Por isso, não conseguia deixar o Mestre.

Não consigo imaginar com muita facilidade alguém que conheceu ao Senhor de fato e se desviou do Evangelho muito devido a exemplos como esses. Quem conhece a graça não consegue viver sem ela. Quem experimenta o amor de Deus entende que ele é insuperável; qualquer experiência lhe é inferior.

Maria Madalena cria num Deus vivo, pois a vida que ela tinha fora concedida por ele. Mesmo a morte de Jesus não lhe afastou dele e ela pôde vê-lo novamente. Sua atitude nos serve de exemplo de perseverança e fé. Ela não imaginava ver o Senhor vivo, mas foi surpreendida por causa de sua dedicação.

Espero que o Senhor sempre encontre em nós um coração tão dedicado a ele quanto o de Maria Madalena. Com amor e devoção suficientes para buscá-lo e encontrá-lo mesmo nos lugares e situações mais improváveis. Tenhamos uma fé perseverante e certamente encontraremos um Cristo vivo!

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