terça-feira, 26 de julho de 2011

Para quê servem os sinais/milagres?

Como já disse anteriormente aqui mesmo no blog, considero João, discípulo de Jesus, um dos maiores escritores bíblicos. Sua coerência e profundidade são muito interessantes.

No terceiro cap. do seu Evangelho, João nos mostra Jesus tendo uma conversa com Nicodemos, na qual ele profere uma de suas falas mais famosas: Jo 3.16. Chama a atenção, além do teor importantíssimo do diálogo, o que o motiva a acontecer: os sinais que Jesus estava fazendo.

Vale notar que estamos apenas no cap. 3 do Evangelho e que o único sinal que João nos mostrou até aqui fora a transformação da água em vinho (cap. 2), e disse que Jesus fizera muitos outros durante a Páscoa, em Jerusalém, sob os olhos de muitas testemunhas.

Num confronto com os judeus em 2.13-25, eles lhe perguntam no vs. 18 qual sinal miraculoso atestava sua autoridade para agir como agia. Os espectadores de Jesus estavam atentos às suas obras, pois a história nos diz que muitos que se diziam o Messias já tinham se manifestado naquele tempo.

Quando Nicodemos encontra-se com Jesus, ele diz: "Sabemos que és Mestre, vindo de Deus, pois ninguém pode fazer estes sinais miraculosos que tu fazes, se Deus não fosse com ele".

João está deixando claro para nós que os sinais de Jesus têm atraído a fé de suas testemunhas. Em 2.11 ele diz que a transformação da água em vinho fez com que seus discípulos cressem nele. Em 2.23, que os milagres na Páscoa também levaram muitos a crerem em seu nome. E agora Nicodemos, um dos principais dos judeus, fariseu, o busca por causa destes sinais.

A fé que os sinais de Jesus geravam, começando dos discípulos, passando pelo seu público geral e alcançando a elite da sociedade, fazia valer seu acontecimento. Jesus não estava simplesmente buscando seguidores com os sinais. Ele não fazia "show" com a sua fé. Seus sinais apontavam para a salvação que lhes estava sendo revelada.

Devemos buscar o poder de Deus, para sermos testemunhas do Evangelho (At 1.8). Não por vaidade, para tornar a prática cristã mais emocionante, para surpreender um ou outro. Mas para fazer brotar a fé em Deus naqueles que ainda não a têm.

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