quarta-feira, 27 de julho de 2011

Garantindo seu testemunho

Em 2004 comecei a cursar psicologia na PUC-MG. Pretendo ainda concluir o curso, pois me identifiquei muito com o conteúdo, apesar de só ter cursado um ano. O retrato da sala era o seguinte: 54 alunos; 6 homens; 3 ou 4 mulheres que não eram muito lindas - dou minha palavra que não acreditava em como poderia haver tanta mulher bonita em uma única sala de aula.

Sabia que entrava num lugar em que seria tentado. Estava solteiro, me comunicava sem dificuldade com todo mundo e gostava de me relacionar. Minha motivação com o curso já era garantia de bom rendimento, o que também aproximaria as pessoas de alguma forma, o que de fato aconteceu.

Na primeira semana de aula, sabia que precisava deixar claro de uma vez que era cristão, e o fiz. Levei vários panfletos evangelísticos, cheguei mais cedo na sala e deixei um em cada carteira. Depois, fiquei na porta da sala dizendo a todos que chegavam que havia um folheto deixado por mim em sua carteira para que eles refletissem.

Esta atitude me livrou de problemas posteriores. Todos sabiam que eu comprometido com Cristo e me respeitaram por isso. O Senhor é bom, eu consegui me relacionar bem com todos e preguei para os meus colegas sem que eles me achassem um E.T..

No terceiro capítulo do Evangelho de João, vs. 28-30 (que é um recorte do bloco maior que vai de 22-36), João Batista é questionado sobre o fato de Jesus estar batizando, o que num primeiro momento era de sua exclusiva competência. João responde:

"Vós mesmos sois testemunhas de que vos disse: Eu não sou o Cristo, mas sou enviado adiante dele. A noiva pertence ao noivo, que lhe assiste, espera e ouve, e alegra-se muito com a voz do noivo. Essa alegria é minha, e agora está completa. É necessário que ele cresça, e que eu diminua".

E João já havia mesmo deixado claro que ele era apenas alguém que anunciava a Cristo, nada além disso (Jo 1.15-36). Agora, questionado, o que ele havia deixado claro no começo já lhe servira de argumento e segurança: Jesus poderia fazer o que quisesse, pois ele recebeu de Deus o que fazia (3.27) e era ele o Cristo, não João Batista. O que João havia postulado no início tornou-se base de seu ministério.

Em diferentes situações, pessoas cristãs - especialmente os jovens, têm dificuldade em dar um testemunho cristão em seu ambiente de estudo, trabalho ou no círculo de amigos. Ouvir uma mensagem que o incentive a fazer alguma loucura por Jesus pregando o Evangelho na festa de formatura, por exemplo, soa impossível aos seus ouvidos, pois sua imagem cristã não fora construída desde o início. Este jovem sabe que seus amigos/colegas estranhariam uma pregação vinda dele, pois o retrato que pintaram deste jovem em suas mentes não condiz com aquilo.

Sendo Cristo o mais importante para nós, faremos como João Batista: deixaremos claro, no primeiro momento, que ele é maior do que nós. Que o que fazemos, fazemos por ele e que não abrimos mão da nossa fé e testemunho. Fazendo isso o quanto antes, garantimos a continuidade de nosso testemunho e não seremos envergonhados. Nem pelos homens, nem pelo Senhor.

"Todo aquele que me confessar diante dos homens, eu o confessarei diante de meu Pai que está nos céus. Mas todo aquele que me negar diante dos homens, eu o negarei também diante de meu Pai que está nos céus".
Mateus 10.32-33

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