quinta-feira, 21 de julho de 2011

A fórmula da prosperidade

Outro trecho de I Tessalonicenses me chamou a atenção: os versos 4.11-12. Dizem:

"Procurem viver quietos, e tratar dos vossos próprios negócios, e trabalhar com as vossas próprias mãos, como já vo-lo temos mandado, para que andeis honestamente para com os que estão de fora, e não necessiteis de coisa alguma."

Traduzindo do grego a primeira frase de uma forma mais literal, ficaria como: "ambicionem uma vida tranquila". E a última, do mesmo modo: "para que vos porteis apropriadamente com os de fora e não necessitais de ninguém".

Esta orientação simples, para cuidarmos dos nossos negócios, exercendo o nosso trabalho com o nosso próprio esforço, está num bloco que contém outras duas orientações sobre como viver para agradar a Deus, sendo as duas primeiras o abster-se da corrupção e o exercer o amor fraternal (4.1-12). Tal orientação ser citada dentre as duas outras eleva-lhe o grau de importância, pois a santificação e o amor fraterno são princípios cristãos básicos.

O Senhor, que sabe o que é bom para nós, orienta-nos à santificação, à prática do amor (que conduz à comunhão) e ao viver bem, com um trabalho honesto. Paulo, que lhes fala, tinha autoridade para fazer essa última orientação, especialmente, pois ele e seus companheiros trabalharam duro para não serem financeiramente pesados aos tessalonicenses enquanto estiveram com eles (2.9).

O Senhor quer que trabalhemos e nos esforcemos, portando-nos como nos convém perante aqueles que não conhecem a Cristo. Assim, não teremos necessidades diante deles e entendemos que o nome de Deus é glorificado nisso.

Interessante e digno de atenção que o Senhor condiciona, neste texto, a ausência de necessidade ao esforço próprio. É claro que o Senhor é quem nos aprovisiona, mas ele nos orienta a trabalharmos para isso. Que sejamos esforçados e contemos com a benção de Deus sobre o nosso trabalho.

E não deixemos de dar atenção à primeira parte do verso: que a nossa ambição seja por uma vida tranquila e não por enriquecimento material ou qualquer outra prioridade que tire a nossa paz: o Senhor tem por precioso o nosso bem estar.

Uma conclusão simples: se trabalharmos como devemos e não formos ambiciosos, não teremos necessidades. Não é este um excelente caminho para a prosperidade, bem diferente de outras "loucuras" que ouvimos por aí?

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