domingo, 21 de março de 2010

Duas coisas sobre a tentação

Tiago, autor da carta que leva seu nome, faz um esclarecimento muito precioso sobre a tentação no cap. 2, versos 12-15:

“Ninguém, sendo tentado, diga: Sou tentado por Deus; porque Deus não pode ser tentado pelo mal e ele a ninguém tenta. Cada um, porém, é tentado, quando atraído e engodado pela sua própria concupiscência; então a concupiscência, havendo concebido, dá à luz o pecado; e o pecado, sendo consumado, gera a morte.”

Tiago mostra a origem e evolução da tentação até a consumação do pecado. Ele entende que a tentação é promovida pelo mal, mas esclarece que ela obtém êxito quando acha lugar em nossa corrupção, em nossa concupiscência. Assim, ela é gerada pelo nosso próprio desejo de pecar e concebe o pecado, que provoca a separação de Deus, a morte espiritual.

A primeira coisa que temos que saber sobre a tentação é: ela acontece sob nossa responsabilidade. Projetar a culpa de nossas tentações em Adão, no Diabo ou seja lá em quem for é anti-bíblico. Somos tentados por que somos pecadores e damos lugar à tentação e somos totalmente responsáveis pela evolução deste processo.

Devemos saber ainda outra informação sobre a tentação: a receita para vencê-la está na oração. A palavra “tentação” assim, como substantivo, ocorre nos evangelhos sinóticos sete vezes: duas delas, na oração do Senhor, conforme Mateus e Lucas. Outra vez em Lucas, na narrativa da tentação de Jesus no deserto. E outras quatro vezes, seguida da recomendação da oração e da vigilância para que não sejamos vítimas dela.

O Apóstolo Paulo, em I Cor. 10.13, diz:

“Não vos sobreveio nenhuma tentação, senão humana; mas fiel é Deus, o qual não deixará que sejais tentados acima do que podeis resistir, antes com a tentação dará também o meio de saída, para que a possais suportar.”

Podemos orar a Deus quando formos tentados, pois ele nos responderá. O escape já está providenciado para nós, conforme nos mostra Paulo. Portanto, quando tentados, devemos reconhecer que temos responsabilidade neste processo e orarmos pedindo pelo perdão Deus e pelo escape da tentação. Sem esquecer de que devemos ser atentos às portas que abrimos para sermos tentados. Com certeza o Senhor nos ajudará, pois a vontade dele para nós não é outra, senão a nossa santificação (I Ts 4.3, Hb 12.14).

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