domingo, 11 de novembro de 2007

Insistir em servir

Não desisto de servir a Deus. Não desistirei. De forma alguma.

Ainda que as tentações pareçam mais fortes que eu, não desistirei.
“Não vos sobreveio tentação que não fosse humana; mas Deus é fiel e não permitirá que sejais tentados além das vossas forças; pelo contrário, juntamente com a tentação, vos proverá livramento, de sorte que a possais suportar.” – I Cor 10.13

Ainda que as dificuldades do percurso queiram me desanimar, não desistirei.
“Pelo que sinto prazer nas fraquezas, nas injúrias, nas necessidades, nas perseguições, nas angústias, por amor de Cristo. Porque, quando sou fraco, então, é que sou forte.” – II Cor 12.10

Se sentir que em algum momento o Senhor está longe de mim, ainda assim não desistirei.
“Quem nos separará do amor de Cristo? Será tribulação, ou angústia, ou perseguição, ou fome, ou nudez, ou perigo, ou espada?” – Rom 8.35

Se o pecado me parecer sedutor demais, não cederei.
“Porque o pecado não terá domínio sobre vós; pois não estais debaixo da lei, e sim da graça.” – Rom 6.14

Quando o desânimo me atacar, clamarei ao Senhor e não desistirei.
“Em tudo somos atribulados, porém não angustiados; perplexos, porém não desanimados” – II Cor 4.8

Quando sofrer perseguições por servir a Deus, ainda que daqueles que eu mais amo, não desistirei.
“perseguidos, porém não desamparados; abatidos, porém não destruídos;” – II Cor 4.9

As atrações do mundo não desviarão meu foco, fazendo-me desistir.
“Mas longe esteja de mim gloriar-me, senão na cruz de nosso Senhor Jesus Cristo, pela qual o mundo está crucificado para mim, e eu, para o mundo.” – Gl 6.14

O dinheiro, a fama, o prestígio, ou qualquer vaidade que neste caminho eu possa encontrar, não me farão desistir.
“Porque o amor do dinheiro é raiz de todos os males; e alguns, nessa cobiça, se desviaram da fé e a si mesmos se atormentaram com muitas dores.
Tu, porém, ó homem de Deus, foge destas coisas; antes, segue a justiça, a piedade, a fé, o amor, a constância, a mansidão. Exorto-te, perante Deus, que preserva a vida de todas as coisas, e perante Cristo Jesus, que, diante de Pôncio Pilatos, fez a boa confissão, que guardes o mandato imaculado, irrepreensível, até à manifestação de nosso Senhor Jesus Cristo” I Tm 6.10-14

Por mais que me sobrem tentações, não me faltarão livramentos. Por mais que outras coisas queiram atrair-me a elas levando-me para longe do serviço ao Senhor, eu não desistirei. Persistirei enquanto eu viver. Persistirei, persistirei, persistirei. Sei que meu trabalho não é em vão, e nunca me faltarão razões para executa-lo, e por mais que eu faça, jamais farei o suficiente para pagar a recompensa que já recebi, e aquela que ainda verei.
Não desistirei, e se fosse você também não desistiria.

“Portanto, meus amados irmãos, sede firmes, inabaláveis e sempre abundantes na obra do Senhor, sabendo que, no Senhor, o vosso trabalho não é vão.” – I Cor 15.58

“Não sabeis vós que os que correm no estádio, todos, na verdade, correm, mas um só leva o prêmio? Correi de tal maneira que o alcanceis. Todo atleta em tudo se domina; aqueles, para alcançar uma coroa corruptível; nós, porém, a incorruptível.” - I Cor 9.24-25

“Tudo quanto fizerdes, fazei-o de todo o coração, como para o Senhor e não para homens, cientes de que recebereis do Senhor a recompensa da herança. A Cristo, o Senhor, é que estais servindo” – Cl 3.23-24

"E ele morreu por todos, para que os que vivem não vivam mais para si mesmos, mas para aquele que por eles morreu e ressuscitou." - II Cor 5.15

“E eis que venho sem demora, e comigo está o galardão que tenho para retribuir a cada um segundo as suas obras.” Ap 22.12

sexta-feira, 14 de setembro de 2007

O por quê do meu (e do nosso) esforço

"Tudo quanto te vier à mão para fazer, faze-o conforme as tuas forças, porque no além, para onde tu vais, não há obra, nem projetos, nem conhecimento, nem sabedoria alguma."

Eclesiastes 9:10.



É por Ele que eu me esforço

Por que não poderia ser tão ingrato
Diante de tão grande amor
Não poderia deixar de ver os frutos
De tão sublime paz
Muito menos negligenciar
Tão grande salvação

É por isso que eu me esforço

Para que o perdido O encontre
E Ele encontre o seu coração
Para que o ferido ache a Cura
E o cansado o seu alívio
Para que o cego veja a Luz
O manco ache apoio
E o louco receba a sensatez

É por isso que eu me esforço

Para que o culpado ache perdão
Para que o preso seja livre
Para que o quebrantado encontre alegria
E para que o decepcionado volte a sorrir
Para que a mentira perca seu principado
E para mostrar a um mundo enganado
Que Ele é a procurada verdade

É por isso que eu me esforço

Para que não seja vão o meu suor
Para que eu não persiga o vento
Vendo-o como um tesouro
Para que a porta da redenção
Não se feche para mim
Para que minhas lágrimas sejam secas
Por quem conhece a causa do meu choro.
É por isso que eu me esforço

Me esforço, pois sei que verei naquele dia
O tropeçar do próprio escândalo
O desvario da própria loucura
A desilusão da própria mentira
Verei o engano deixar de enganar
O tropeço não mais fazer cair
E a cura do meu Senhor se manifestar

É por isso que eu me esforço

É por tudo isso que eu me esforço
Para ser digno da minha coroa
Para receber o tão esperado abraço do Pai
Para ver de perto o olhar mais amoroso
Sentir o abraço mais apertado
Conhecer a luz mais alumiadora
E desfrutar do mais puro e imenso amor

Me esforço com orgulho e prazer
Pois naquele olhar vou encontrar
Todas as respostas das minhas questões
Toda a liberdade das minhas cadeias
Todo o bálsamo para as minhas feridas
Todo o gozo para o meu pranto
E a satisfação total dos meus anseios

Até o grande dia vou me esforçar

E sei que valerá a pena
Pois na beleza daquele tão doce olhar
Vou ver o salário do meu trabalho
O descanso para a minha alma
O cumprimento da minha carreira
E a recompensa agraciadamente maior
Para a minha vida de dedicação.

A Ele seja o louvor, a glória e o nosso esforço.

Amém.

segunda-feira, 30 de abril de 2007

Eu e o capitali$mo

Meu maior sentimento em relação ao capitalismo é de tristeza. Uma tristeza de luto, de quem vê alguém/algo querido morrer sem que possa fazer nada para reverter a situação.
Penso que o capitalismo já envolveu nossa sociedade de tal forma que pensar em comunismo ou qualquer outra política do tipo é meio utópico, no mínimo para mim.
Se você quer empenhar sua vida para fazer que nossa situação mude, tem todo o meu incentivo, porém, não posso fazer o mesmo. Meus esforços visam outro foco.
Então, minha tristeza é por ver que tudo o que eu faço na sociedade, todo o fruto do meu trabalho, as pessoas que me pagam, as pessoas a quem eu pago, para quem eu trabalho, quem trabalha para mim, o dinheiro que recebo, as coisas que compro, que vendo, tudo isso são barras de ferro da cela que me prende. Gostaria de me empenhar em outras coisas, dedicar-me a aprender música e outras artes, coisas que certamente me dariam mais prazer. Mas... destes prazeres terei de me contentar apenas com doses homeopáticas.
De que outra forma nesse mundo eu terei uma vida confortável (não digo uma vida de luxo extremo, digo confortável) se não dedicar ao menos parte dela esforçando-me contra esse adversário desleal que rege a polis? Não há como existir na sociedade sem ceder para esse que a domina.
Nesse ponto então, fico em luto permanente. Querendo ou não, viverei debaixo deste jugo capitalista, até que um dia, quem sabe, a minha utopia a deixe de ser.
Quem sabe?

quinta-feira, 1 de março de 2007

O meu céu

“Olho nenhum viu, ouvido nenhum ouviu, mente nenhuma imaginou o que Deus preparou para aqueles que o amam.”
I Cor 2:9

Gastei muito tempo pensando sobre como seria o céu. Nunca pensei que pudesse ser um lugar realmente bom até me converter, quando passei a crer que o seria. Mas, quando me deliciei com o texto acima, descobri nele uma das poucas vezes em que a ignorância pode mesmo ser uma benção, e comecei a ver o céu como um lugar muito bom.
Se, à devida altura meu olho não viu, meu ouvido não ouviu, meu coração não cogitou e Deus já preparou, estou deixando de tentar descobri-lo e passo a idealizá-lo.
Isso mesmo: passo a idealizar o meu céu. Ele será mais ou menos assim: Nunca, no céu para o qual eu vou, haverá pessoas com problemas de relacionamento, todas se darão muito bem. Nenhuma delas jamais ouvirá funk, pois, já que sou eu quem idealiza este paraíso, escolho também os gostos dos meus vizinhos (já que é pra imaginar, façamos direito, né!?). Do bebedouro da praça sairá milk-shake de açaí do Eddie’s – e isso vai ter no céu do Allan Lana também. Haverá no meio da cidade um rio de Coca-Cola, que fluirá sem que a Coca perca seu gás; será maravilhoso. Todas as noites ouviremos música boa. As mais simples serão tocadas pelo Lenine e pelo Chris Martin. Pela manhã, louvores a Deus com a harmonia mais perfeita do universo... Nunca mais se ouvirá “música gospel”. Aleluia!
Com tudo isso, amigos, ainda digo que não serei de forma alguma frustrado.
Pelo texto acima e por outros que se referem ao mesmo assunto na Bíblia (Apocalipse 7:14-17 e 21:2-4, por exemplo), entendo que por mais que eu pense em um lugar muito bom, o que Deus preparou superará em muito as minhas expectativas. E digo ainda, que se o lugar em que eu passar a eternidade for melhor do que um paraíso com um rio de Coca e boa companhia, será muito bom mesmo! E ainda viverei pra sempre com um Deus perfeito, que será um amigão íntimo e sempre presente, com quem conversarei sobre tudo. Perfeito.
Bom, convido você a vir para este céu. Mas o seu céu será diferente do meu, claro. Você pode preferir um bebedouro com suco de laranja. Mas, antes de embarcar para lá, compre sua passagem com o Mestre. Cristo é o único que pode dar-te o passaporte, e o melhor: é de graça.

“Quem tiver sede venha; e quem quiser, beba de graça da água da vida.”
Ap 22:17

quinta-feira, 8 de fevereiro de 2007

Nossa mensagem

“Porque já é manifesto que vós sois a carta de Cristo, ministrada por nós, e escrita, não com tinta, mas com o Espírito do Deus vivo, não em tábuas de pedra, mas nas tábuas de carne do coração.”
II Cor. 3:3
Nós somos cartas de Cristo. Somos portadores da mensagem do Salvador.
Todos nós, cristãos, temos a mesma mensagem, mas, dependendo do destinatário a que nos remetemos, somos lidos das mais diversas maneiras. A mensagem de Cristo para um dependente químico pode ser lida como autocontrole. A mesma mensagem para uma prostituta pode ser lida como pureza. A mensagem de Cristo para quem está perdido no pecado refere-se à libertação divina destas amarras.
Homens sem Deus, por sua vez, também são cartas de algo/alguém. Assim como ao olhar para o Apóstolo Paulo, para o Cacá do São Paulo (ainda ta no São Paulo?) ou para o Rodolfo Abrantes (ex-Raimundos) nós lemos a carta do poder de Cristo, ao olhar para homens como o Cazuza, por exemplo, não leio outra coisa senão sua rebeldia e o homossexualismo que o levou a morrer de HIV. Ao olhar para o Pelé, leio a mensagem do bom futebol. Lembrando-me de Kurt Cobain leio a mensagem das drogas, que o levaram à morte também.
E ao olhar para mim mesmo? Leio em mim a mensagem do Cristo vivo ou do mundo? Leio em mim alguma mensagem? Penso que pior que carregar uma mensagem irrelevante (ética e pragmaticamente falando), seja não carregar mensagem alguma. Já dizia Jesus: se o sal for insípido, com que se há de salgar? Para nada mais presta senão para se lançar fora, e ser pisado pelos homens.
Precisamos levar o livro vivo de Deus para o mundo. Conseguiremos faze-lo através de uma vida sincera com Jesus, buscando proximidade e aperfeiçoamento nele, que é nosso maior referencial. Nos aproximamos de Deus através da oração, e descobrimos o caráter exemplar de Cristo pela leitura da Bíblia. Nunca nos cansemos de fazer estes dois, assim teremos por Ele escrita em nossos corações a sua própria mensagem.