segunda-feira, 28 de agosto de 2006

Super-heróis contemporâneos

Tenho gostado muito dos nossos super-heróis. Recentemente assisti homem-aranha, Hulk, os X-Men; ainda não assisti ao Super-Homem, mas o farei em breve.
O que mais me atrai nos heróis da nossa geração é que eles são mais humanos. Todos os que eu citei acima têm, em seus relatos, crises existenciais. O Logan, dos X-Men, não sabe seu passado e vive perturbado com isso, o Homem-Aranha tem um lado vingativo que luta contra seu lado bonzinho, o Hulk já dispensa comentários por ser uma crise verde ambulante, e até o "Super-Boy", de Smallvile, tem uma crise tremenda (merece até um agravo entre parênteses).
Agora, se aqueles que encantaram nossos pais com suas personalidades fortes e marcantes, com suas emoções inabaláveis e seu caráter íntegro, não conseguem hoje manter o mesmo referencial, o que será de nós? Já pensou se você precisar de um super-herói para te salvar e, na hora "H", ele estiver ocupado com o Super-Psicólogo?
Jesus não tem crise existencial. Ele é a própria vida. Já que nossos super-heróis modernos não resolvem seus próprios dilemas, confiemos em Deus. Ele sim, é O Super-Herói perfeito.

sexta-feira, 18 de agosto de 2006

O Demônio do Conhecimento

Comecei o curso de Teologia. Estou no 2º período. Já perdi a conta de quantas pessoas me disseram para "tomar cuidado" com o que aprenderia, para eu continuar "firme na fé" e, o mais engraçado, uma súplica quase chorosa para que eu não me desviasse.
Este problema é sério! Hoje temos medo de pensar pois, caso o façamos, podemos destruir a torre (de areia) da nossa fé e dos nossos valores.
Este texto é para fazer um desabafo: o problema não está na Teologia, não está na faculdade, não está na filosofia. O problema está na fraqueza da nossa fé e dos nossos valores, que, quando contrastados com a Verdade, sua "luz" não sobrepõe às "trevas".
Não se pode viver um conjunto de valores que faz da lua um pedaço de queijo e da vida um mar de rosas sem espinhos. Muitos têm feito da religião, como melhor exemplo, uma simples fuga da vida, um escape, tornando essa um dogma intocável até mesmo pela consiciência.
Busquemos a Verdade. A Verdade que liberta do comodismo do egoísmo, a verdade que não tem medo da Verdade. Paremos de tampar o Sol da Justiça com a peneira do ego.
Como diria um querido pastor polêmico: Soli Deo Gloria!

quinta-feira, 10 de agosto de 2006

A escola das dificuldades

"Meus irmãos, tende por motivo de toda alegria o passardes por várias provações, sabendo que a provação da vossa fé produz a paciência." - Tiago 1:2






A provação produz. Precisamos aprender com nossas dificuldades. Afinal de contas, para que mais elas servem se não para aperfeiçoar-nos?
Muitas pessoas chegaram onde chegaram por causa de alguma luta que os impulsionou a tomar uma decisão diferente que deu resultados relevantes. C.S. Lewis, por exemplo, começou a escrever após se frustrar como construtor. Em sua autobiografia, o livro "Surpreendido pela Alegria", ele diz que tudo o que queria construir terminava em lágrimas, pois herdara do pai uma deficiência física na articulação do polegar, a qual o impedia de dobrá-lo. "Como último recurso, por não ver outra saída, fui forçado a escrever...". Lewis foi o maior escritor do sec. XX, autor de "As crônicas de Narnia" e de "Cristianismo puro e simples", dentre muitos outros livros.
O apóstolo Paulo escreveu 4 livros do Novo Testamento enquanto estava preso: Efésios, Filipenses, Filemon e Colossenses, tendo escrito ainda aos filipenses: "Alegrai-vos sempre no Senhor; outra vez digo: alegrai-vos".
Fazer das dificuldades uma escola não é tarefa fácil e nem é para qualquer um. Só Cristo pode dar a esperança real e firme de que após a tempestade do aprendizado virá a bonanza do conhecimento e da paciência.

Pessoas boas e/ou agradáveis

Estou lendo o livro "Maravilhosa Graça" do Philip Yancey, um dos maiores escritores cristãos da atualidade. Yancey cita em seu livro a oração de uma menininha inglesa, que me rendeu boas reflexões e gargalhadas:
"Senhor, transforme as pessoas ruins em pessoas boas, e as pessoas boas em pessoas agradáveis."

Percebe-se que algumas pessoas ao tornarem-se cristãs viram um poço de virtudes. Um poço de virtudes cheio de lodo e bichos que, de tão assustador, não permite que outros bebam de sua água.
Meus queridos, tenhamos virtudes, muitas virtudes; mas saibamos ser agradáveis a ponto de atrair outras pessoas a nós e às nossas qualidades, e não mantê-las longe do nosso "virtuoso patrimônio".