quinta-feira, 9 de novembro de 2006

Contador de visitas

Nem todos os que entram no blog postam comentários ou visualizam o perfil, que é onde originalmente se econtra um contador de entradas.
Inseri então, no final da barra lateral (profile e links) um contador para ter uma noção de quantas pessoas têm visitado o Mural de Pensamentos.
O alvo é chegar a 9.999.999 visitantes, estourar o contador e então eleger o Mural como a página mais visitada de toda a galáxia (e de outras também, né Lê!?).
Abraço a todos, que Jesus viva em vocês.

segunda-feira, 30 de outubro de 2006

Deus e a condição humana segundo Pascal

"O Deus dos cristãos não consiste num Deus simplesmente autor das verdades geométricas e da ordem dos elementos; essa é a parte dos pagãos e dos epicuristas. Não consiste simplesmente num Deus que exerce a sua providência sobre a vida e sobre os bens dos homens, para dar uma feliz seqüência de anos aos que o adoram; essa é a porção dos judeus. Mas, o Deus de Abraão e de Jacó, o Deus dos cristãos, é um Deus de amor e de consolação: é um Deus que enche a alma e o coração de quem ele possui; é um Deus que lhes faz sentir interiormente a sua miséria e a sua misericórdia infinita, que se une ao fundo de sua alma; que a enche de humildade, de alegria, de confiança, de amor; que os torna incapazes de outro fim que não seja ele mesmo.
O Deus dos cristãos é um Deus que faz sentir à alma que ele é o seu único bem; que todo o seu repouso está nele; que não terá alegria senão em amá-lo; e que lhe faz ao mesmo tempo abominar os obstáculos que a retêm e a impedem de o amar com todas as suas forças. O amor-próprio e a concupiscência que a detêm lhe são insuportáveis. Esse Deus lhe faz sentir que ela tem esse fundo de amor-próprio e que só ele pode curá-la.
(Eis o que é conhecer Deus como cristão. Mas, para conhecê-lo dessa maneira, é preciso conhecer ao mesmo tempo a sua miséria, a sua indignidade, e a necessidade que se tem de um mediador para se aproximar de Deus e para se unir a ele. É preciso não separar esses conhecimentos porque, uma vez separados, são não só inúteis, mas nocivos.) O conhecimento de Deus sem o da nossa miséria faz o orgulho. O conhecimento da nossa miséria sem o de Jesus Cristo faz o desespero. Mas, o conhecimento de Jesus Cristo nos isenta não só do orgulho como do desespero, porque encontramos nele Deus, a nossa miséria e a via única de a reparar.
Podemos conhecer Deus sem conhecer as nossas misérias, ou as nossas misérias sem conhecer Deus; ou mesmo Deus e as nossas misérias, sem conhecer o meio de nos livrarmos das misérias que nos afligem. Mas, não podemos conhecer Jesus Cristo sem conhecer ao mesmo tempo Deus e as nossas misérias, assim como o remédio das nossas misérias; porque Jesus Cristo não é simplesmente Deus, mas um Deus reparador das nossas misérias.
Assim, todos os que procuram Deus fora de Jesus Cristo e que se detêm na natureza, ou não acham nenhuma luz que os satisfaça, ou chegam a formar para si um meio de conhecer Deus e de o servir sem mediador, e por isso caem ou no ateísmo ou no deísmo, que são duas coisas que a religião cristã detesta quase que igualmente.
É preciso, pois, tender unicamente a conhecer Jesus Cristo, uma vez que é só por ele que podemos pretender conhecer Deus de maneira que nos seja útil.
Ele é que é o verdadeiro Deus dos homens, isto é, dos miseráveis e dos pecadores. É o centro de tudo e o objeto de tudo: e quem não o conhece não conhece nada na ordem do mundo, nem em si mesmo. Com efeito, além de só conhecermos Deus por Jesus Cristo, só nos conhecemos a nós mesmos por Jesus Cristo. Sem Jesus Cristo, é preciso que o homem esteja no vício e na miséria; com Jesus Cristo, o homem fica isento de vício e de miséria. Nele estão toda a nossa virtude e toda a nossa felicidade; fora dele, só há vicio, miséria, erros, trevas, desespero, e só vemos obscuridade e confusão na natureza de Deus e em nossa própria natureza."
Blaise Pascal, filósofo francês - 19/06/1626 a 19/08/1662; extraído do livro "Pensamentos", que são vários textos de Pascal compilados pela sua irmã após sua morte prematura aos 39 anos.

quinta-feira, 19 de outubro de 2006

Aos meus amigos...

Talvez por eu ser um sujeito com um "quê" de carência, cuido muito de quem amo. Preocupo-me com meus amigos, com minha família, com as pessoas que tornam minha vida um pouco melhor.

Neste texto, quero fazer um apelo a você, meu amigo, com quem eu conto e a quem eu amo: Não morra!

Não falo da morte natural, pois, dessa não poderemos escapar um dia. Quero pedir-te que não caia no engano e na sedução do pecado. Seja esse pecado qual for: fuja dele! Não suportaria, de forma alguma, ver meus amigos se definhando em um abismo do qual eles não conseguiriam sair e eu também não seria capaz de tira-los.

Não caia no pecado da corrupção: o caminho mais fácil não é sempre o melhor.


Não caia no pecado do egoísmo: pode ser melhor correr sozinho no início da pista, mas lá na frente, cansado, você vai querer alguém ao seu lado.


Não caia no engano da fama: ela pede exclusividade e, quando essa passar, você continuará na sua dependência.


Esse eu peço encarecidamente: Não caia no pecado do sexo, da promiscuidade, do adultério, da fornicação, do homossexualismo; não caia... O sexo é maravilhoso e foi criado por Deus para nós, para termos prazer e nos procriarmos, mas na hora certa. Não quero vê-lo com a vida arrasada por uma gravidez inesperada, uma DST, por um relacionamento complicado, por um casamento sem futuro, etc. Não deixe o céu pelo sexo, não deixe!


Fuja do orgulho: fuja com todas as suas forças. A soberba afasta as pessoas de nós, e eu quero estar sempre perto de você.


Amo muito você, meu amigo. Não se deixe levar pelo mundo, apenas viva nele remando contra a maré.
Viva...

Inspirado no texto do Pr. Ricardo Gondim: 50 anos - carta aberta aos meus amigos.

quarta-feira, 13 de setembro de 2006

Tem coisas que o dinheiro não compra...

Porque, se comprasse, a primeira da minha lista seria um pacote de expansão do dia. Compraria um pacote com pelo menos - pois creio que seria bem caro - umas 4 horas a mais nos dias úteis e 2 horas a mais nas noites do fim-de-semana.
Lembro-me frequentemente, nessas horas, do filme "Possuídos", com o Denzel Washington, quando Azazel - o espírito - cantava no corpo das pessoas: "Time is on my side, yes it is!".
Este textozinho (pois acho muito estranho falar textículo) é para justificar minha demora para postar novos textos. Deve ter mais ou menos 2 semanas que estou com um texto sobre a primeira carta do Apóstolo João para publicar aqui no blog, mas ainda não achei espaço nas minhas atividades para editá-lo no papel. Ainda administrarei melhor meu horário...
Enquanto isso, resta-me lamentar o fato de o senhor Cronos não me favorecer tanto, e tentar me organizar melhor.

Carpe Diem. Hehehe...

segunda-feira, 28 de agosto de 2006

Super-heróis contemporâneos

Tenho gostado muito dos nossos super-heróis. Recentemente assisti homem-aranha, Hulk, os X-Men; ainda não assisti ao Super-Homem, mas o farei em breve.
O que mais me atrai nos heróis da nossa geração é que eles são mais humanos. Todos os que eu citei acima têm, em seus relatos, crises existenciais. O Logan, dos X-Men, não sabe seu passado e vive perturbado com isso, o Homem-Aranha tem um lado vingativo que luta contra seu lado bonzinho, o Hulk já dispensa comentários por ser uma crise verde ambulante, e até o "Super-Boy", de Smallvile, tem uma crise tremenda (merece até um agravo entre parênteses).
Agora, se aqueles que encantaram nossos pais com suas personalidades fortes e marcantes, com suas emoções inabaláveis e seu caráter íntegro, não conseguem hoje manter o mesmo referencial, o que será de nós? Já pensou se você precisar de um super-herói para te salvar e, na hora "H", ele estiver ocupado com o Super-Psicólogo?
Jesus não tem crise existencial. Ele é a própria vida. Já que nossos super-heróis modernos não resolvem seus próprios dilemas, confiemos em Deus. Ele sim, é O Super-Herói perfeito.

sexta-feira, 18 de agosto de 2006

O Demônio do Conhecimento

Comecei o curso de Teologia. Estou no 2º período. Já perdi a conta de quantas pessoas me disseram para "tomar cuidado" com o que aprenderia, para eu continuar "firme na fé" e, o mais engraçado, uma súplica quase chorosa para que eu não me desviasse.
Este problema é sério! Hoje temos medo de pensar pois, caso o façamos, podemos destruir a torre (de areia) da nossa fé e dos nossos valores.
Este texto é para fazer um desabafo: o problema não está na Teologia, não está na faculdade, não está na filosofia. O problema está na fraqueza da nossa fé e dos nossos valores, que, quando contrastados com a Verdade, sua "luz" não sobrepõe às "trevas".
Não se pode viver um conjunto de valores que faz da lua um pedaço de queijo e da vida um mar de rosas sem espinhos. Muitos têm feito da religião, como melhor exemplo, uma simples fuga da vida, um escape, tornando essa um dogma intocável até mesmo pela consiciência.
Busquemos a Verdade. A Verdade que liberta do comodismo do egoísmo, a verdade que não tem medo da Verdade. Paremos de tampar o Sol da Justiça com a peneira do ego.
Como diria um querido pastor polêmico: Soli Deo Gloria!

quinta-feira, 10 de agosto de 2006

A escola das dificuldades

"Meus irmãos, tende por motivo de toda alegria o passardes por várias provações, sabendo que a provação da vossa fé produz a paciência." - Tiago 1:2






A provação produz. Precisamos aprender com nossas dificuldades. Afinal de contas, para que mais elas servem se não para aperfeiçoar-nos?
Muitas pessoas chegaram onde chegaram por causa de alguma luta que os impulsionou a tomar uma decisão diferente que deu resultados relevantes. C.S. Lewis, por exemplo, começou a escrever após se frustrar como construtor. Em sua autobiografia, o livro "Surpreendido pela Alegria", ele diz que tudo o que queria construir terminava em lágrimas, pois herdara do pai uma deficiência física na articulação do polegar, a qual o impedia de dobrá-lo. "Como último recurso, por não ver outra saída, fui forçado a escrever...". Lewis foi o maior escritor do sec. XX, autor de "As crônicas de Narnia" e de "Cristianismo puro e simples", dentre muitos outros livros.
O apóstolo Paulo escreveu 4 livros do Novo Testamento enquanto estava preso: Efésios, Filipenses, Filemon e Colossenses, tendo escrito ainda aos filipenses: "Alegrai-vos sempre no Senhor; outra vez digo: alegrai-vos".
Fazer das dificuldades uma escola não é tarefa fácil e nem é para qualquer um. Só Cristo pode dar a esperança real e firme de que após a tempestade do aprendizado virá a bonanza do conhecimento e da paciência.

Pessoas boas e/ou agradáveis

Estou lendo o livro "Maravilhosa Graça" do Philip Yancey, um dos maiores escritores cristãos da atualidade. Yancey cita em seu livro a oração de uma menininha inglesa, que me rendeu boas reflexões e gargalhadas:
"Senhor, transforme as pessoas ruins em pessoas boas, e as pessoas boas em pessoas agradáveis."

Percebe-se que algumas pessoas ao tornarem-se cristãs viram um poço de virtudes. Um poço de virtudes cheio de lodo e bichos que, de tão assustador, não permite que outros bebam de sua água.
Meus queridos, tenhamos virtudes, muitas virtudes; mas saibamos ser agradáveis a ponto de atrair outras pessoas a nós e às nossas qualidades, e não mantê-las longe do nosso "virtuoso patrimônio".

segunda-feira, 31 de julho de 2006

Sr. Zenaíde

Outra pessoa marcante.
Neste último final de semana, fomos (eu e alguns amigos) ao sítio do Sr. Zenaíde. Um homem simples, inteligente, cristão, de inúmeras qualidades.
Dentre muitas coisas que conversamos, quero contar uma: perguntaram para o Zenaíde qual era o seu conceito de salvação. Eis sua resposta:
"Havia uma ilha na qual todos os seus habitantes viviam felizes, até que receberam a notícia de que a ilha seria inundada definitivamente pelo mar, e todos se perderiam. Foi um desespero geral; ninguém sabia o que fazer.
Chegou, então, outra notícia: de que viria um salvador e todos poderiam sobreviver. Os moradores da ilha se alegraram, pensando: 'ele deverá trazer vários barcos e nos tirar daqui!' ou 'trará um transatlântico, pois somos muitos'.
Até que o salvador chegou: um homem descalço, de bermuda, sem nenhum barco. O povo se desesperou: 'como vamos sair daqui? Você não trouxe nenhum barco? Como nos salvará?'. Ao que o homem respondeu: 'Ensinarei vocês a nadar!'".
Como disse Zenaíde, não é possível crer que a salvação vem de fora. Cristo a faz brotar de dentro de nós. É pessoal.

Vamos nadar?

Dona Perolina

Dona Perolina é tia da Fabiane, da Flaviane e da Fernanda, três amigas maravilhosas.
Em um culto doméstico na casa de suas sobrinhas, D. Perolina perguntou-me sobre a posição da igreja evangélica em relação à salvação, pois aluguns alunos (evangélicos) da escola que ela dirige a "assombravam" dizendo que se ela não fosse para a igreja, ela não seria salva.
D. Perolina é uma senhora simpática, de coração bom, que disse sempre ler a Bíblia e querer praticar os mandamentos, além de ser uma pessoa cheia de amor.
Uma pessoa assim, que quer ter Cristo como o centro de sua vida, não seria salva por não frequentar uma igreja "evangélica"?
Quantas pessoas andam "assombradas" como a D. Perolina por causa da ignorância de nós, evangélicos, sobre a individualidade da salvação. Achamos ter posse deste dom de Deus que é universal. Não cabe a nós julgar a salvação de ninguém, a não ser a nossa. Salvação é como carteira de motorista: pessoal e intransferível.
Que Deus abençoe a D. Perolina, que ela tenha uma vida guiada por Jesus.

terça-feira, 25 de julho de 2006

Por que criar um blog?

"Não se cale!" - foi o que eu ouvi do meu amigo Davi (do blog Xeque Mate Gelado) quando lhe disse que estava fazendo um blog. "Não se cale, Nivton! Não se cale!". Imediatamente, lembrei-me do nosso pastor da mocidade, Pr. Lucinho, chamando o Davi no culto: "Ô Revolucionário! Venha aqui!".
Os dois, afinal, têm razão. O Davi, por ver o blog como um meio de expressão, e o Pr. Lucinho por ver neste camarada gente boa um espírito de revolução.
Por isso, inspirado neste revolucionário, criei meu blog. "Não se cale, Nivton! Não se cale!".
Serve para mim e para você.

sexta-feira, 21 de julho de 2006

No princípio...


Está nascendo meu blog: o Mural de pensamentos. Neste espaço quero dividir com vocês, amigos, visitantes e afins, um pouco sobre vida e apologética cristã, filosofia, arte, dentre outras coisas.
Como disse, o blog está nascendo. Ajude-me a nutri-lo com novas e interessantes idéias.Grande abraço!