sexta-feira, 9 de março de 2012

Tito 2: Lembrando um pouco da graça

Que capítulo bíblico agradável de se ler! É um trecho pequeno, apenas 15 versos. Nos primeiros 10, Paulo recomenda que Tito exorte a grupos específicos de pessoas: velhos, mulheres, jovens, servos, e que também fosse atento com a sua própria conduta, de forma que pudesse ser exemplo aos demais. Os últimos cinco versos devem ser lidos tendo em mente os anteriores. Vejamos os dois primeiros, 11-12:

"Pois a graça de Deus se manifestou, trazendo salvação  todos os homens. Ela nos ensina a abandonar a impiedade e as paixões mundanas, para que vivamos neste presente século sóbria, justa e piedosamente"


Após orientar diferentes grupos de pessoas, de forma que essa orientação contempla quase todos os grupos da igreja, Paulo diz o que está nesses versos. E a beleza que vejo no texto é o conteúdo do verso 12, relacionado ao restante. É a graça de Deus, a graça salvadora de Deus, que nos ensina a vivermos separados do que não agrada a Deus e mais próximos à uma vida santa.

É importante que seja claro em nossa mente a dependência da graça para a nossa santidade. Uma santidade que não reconhece que é Deus quem a sustenta, por sua graça e misericórdia, através do Espírito Santo, se torna uma ação supostamente digna de méritos - o que anula a graça. Se qualquer atitude nossa fosse capaz de causar em Deus qualquer agrado, Cristo não precisaria ter morrido por nós. Seu sacrifício nos reconcilia com o Pai, pois somos pecadores por natureza e não conseguiríamos ser santos  ponto de não sermos condenados. Portanto, até aquilo que conseguimos fazer para agradar a Deus, deve ter seu crédito tributado ao Espírito Santo, que nos capacita a tal.

Sempre me lembro de uma oração de Agostinho de Hipona que ficou registrada e dizia: "concede-nos o que nos ordenas". O mesmo Senhor que exige de nós a santidade, usa de graça conosco e nos concede seu Espírito para que alcancemos o que ele deseja. O texto que lemos diz que devemos viver "sóbria, justa e piedosamente". Ou seja, devemos ser moderados, praticar e promover a justiça no nosso meio e ter uma vida que se compadece da necessidade do próximo, uma vida altruísta.

O problema é que somos justamente o contrário, por natureza: somos mais preocupados com nossos próprios interesses do que com os dos outros, e muitas vezes acabamos desprezando a sobriedade e até sendo injustos. Mas o Espírito Santo, instrumento da graça salvadora de Deus, nos ensina a fazer o que é correto.

Se queremos caminhar com Cristo, precisamos entender essas verdades. Caso contrário, ou cultivaremos uma santidade que, a qualquer momento, será lembrada como algo que nos faz dignos de receber qualquer coisa de Deus, ou justificaremos nossos pecados na nossa incapacidade natural de acertar. Mas graças a Deus por Jesus Cristo. Graciosamente, ele foi entregue no nosso lugar, seu sacrifício foi aceito por Deus Pai e seu Espírito foi enviado para fazer morada em nós. Façamos jus à tanta graça, aprendendo a viver de forma que agrade ao nosso Deus.

quinta-feira, 8 de março de 2012

Tito 1: Uma boa razão para todo cristão conhecer a Bíblia

Paulo escreve a Tito, seu companheiro e ajudador no ministério, com o objetivo de lhe transmitir orientações a serem praticadas nas igrejas de Creta, para onde ele havia sido enviado pelo Apóstolo. Além disso, há dois objetivos secundários: insistir para que Tito se encontrasse com Paulo logo (3.12); e encaminhar a ele Zenas e Apolo (3.13).

No primeiro capítulo, temos uma grande sessão que coincide com as orientações de I Tm 3, sobre as qualidades que os líderes das igrejas deveriam possuir para exercerem fielmente seu ministério. Os últimos versos dessa orientação dizem o seguinte:

"Deve reter firme a fiel palavra (o bispo), que é conforme a doutrina, para que seja poderoso, tanto para admoestar na sã doutrina, como para convencer os contradizentes. Pois há muitos insubordinados, faladores vãos, e enganadores, especialmente os da circuncisão. É preciso tapar-lhes a boca, porque transtornam casas inteiras ensinando o que não convém, por torpe ganância".
(1.9-11)

Paulo justifica, com estes versos, parte da necessidade de o cristão conhecer bem a Palavra de Deus. Mas essa justificativa é para aqueles que têm um compromisso sério e verdadeiro com Cristo, pois já não diz respeito à edificação e ao conhecimento a nível pessoal das Escrituras, mas sobre conhecê-la para abençoar outros. Essa justificativa já passou daquele primeiro momento da nossa vida cristã, no qual estamos acessando as Escrituras para formar a nossa cosmovisão e firmar os fundamentos. Agora, falamos sobre usar o que conhecemos para que a obra de Deus seja executada e com excelência.

Essa orientação é originalmente destinada aos bispos das igrejas com as quais Tito trabalhava e trabalharia, mas certamente podemos aplicá-la a qualquer cristão verdadeiro. Para todos, ela é muito importante. Para o bispo/pastor/presbítero, indispensável. Encaixando-nos em qualquer dos dois grupos, atentemos para o seguinte: é parte da nossa missão garantir que a Palavra de Deus seja pregada fielmente. Paulo diz que é preciso fechar a boca daqueles que pregam por ganância, usando a palavra de Deus para alcançar seus objetivos pessoais e sujos.

Para isso, não precisamos ser acusadores, pessoas que vivem para falar mal de igreja, de pastor, de pregador, movimento, etc. Antes, precisamos conhecer a Bíblia suficiente para sermos "poderosos", como diz o texto, para advertirmos quem estiver errado e convencer os que opõem às Escrituras. Lembremo-nos de que admoestar significa repreender de forma pacífica e visando o bem de quem ouve. Admoestar e acusar não se confundem em significado e não devem fazê-lo na nossa prática.

Sou tentado a escrever páginas sobre isso... Mas vou encerrar por aqui, atendo-me por enquanto à mensagem do texto. Conheçamos a Bíblia para nos embasarmos, desenvolvermos a nossa fé pessoal, nossa cosmovisão cristã. E então, firmados, aprofundemo-nos ainda mais para sermos usados por Deus como instrumentos que promovem uma pregação verdadeira e fiel à boa doutrina.

terça-feira, 6 de março de 2012

II Tm 4: A pregação da Palavra X as fábulas desejadas

A última orientação doutrinária de II Tm encontra-se nos versos 4.1-5. O restante do último capítulo, dos versso 6-22, vemos o Apóstolo Paulo demonstrar a ciência de que o tempo de sua morte se aproxima e também comunicar algumas coisas pessoais a Timóteo.

Essa última orientação fala sobre a forma como Timóteo deveria pregar a Palavra de Deus. Diz:

"Conjuro-te, pois, diante de Deus e de Cristo Jesus, que há de julgar os vivos e os mortos, na sua vinda e no seu reino; prega a palavra, insta a tempo e fora de tempo, admoesta, repreende, exorta, com toda a longanimidade e ensino".


Sistematizando o que é dito nestes versos, vemos que a Palavra deve ser pregada em todo o tempo e que as características dessa pregação são: a admoestação, que é a advertência sobre o que pode estar errado; a exortação, que é a denúncia do erro acompanhada de uma palavra de ânimo, incentivo; e a repreensão, que é uma espécie de exortação ou admoestação, porém mais dura. Os três primeiros aspectos dessa pregação são semelhantes, dizem praticamente uma coisa só: a Palavra de Deus denuncia os nossos erros e nos conduz ao caminho correto.

Por fim, tudo isso deve ser feito com longanimidade, que pode ser definida como uma atitude de paciência para suportar os sofrimentos próprios ou o dos outros, e com ensino.Todo esse processo precisa ser regado com paciência e com ensino, pois não se trata de algo fácil de se fazer e a falta do ensino condenaria a pregação a tornar-se cíclica: sempre se denunciaria o erro de outrem, sem que esse sujeito aprendesse a não cometê-lo ou a razão de não cometê-lo novamente.

Exposto isso, Paulo diz que na contramão da pregação bíblica, havia de chegar um tempo que a sã doutrina não seria suportada. Diz o texto:

"Porque haverá tempo em que não suportarão a sã doutrina; mas, tendo coceira nos ouvidos, cercar-se-ão de mestres, segundo as suas próprias cobiças; e se recusarão a dar ouvidos à verdade, voltando às fábulas".


Lendo este texto fica clara a razão de não suportarem a doutrina correta: ela não se conforma com os nossos erros, antes os denuncia e nos guia ao caminho correto. E muitos se acham já detentores da verdade, não aceitando serem repreendidos. Então, buscando o que lhes agrada, acabam por dar ouvidos "às fábulas", a ensinamentos que nada possuem de verdadeiros, mas que dizem aquilo que o povo quer ouvir. Como já bem disse o profeta Jeremias em seu livro, os pregadores de fábulas "curam superficialmente a ferida do povo, dizendo: paz, paz, quando não há paz!" (Jr 8.11).

A mensagem que devemos pregar deve conter o evangelho em sua plenitude. E esse evangelho de Cristo não se conforma com os nossos pecados, mas chama-nos ao arrependimento. Lembrou muito bem disso o meu amigo Marcus "Kiko", num texto muito bom (link). Se a nossa pregação do evangelho não denunciar o pecado e conduzir ao arrependimento e à cruz, estamos pregando fábulas. A pregação da teologia da prosperidade e da confissão positiva, por exemplo, são boas representantes dessas fábulas: o arrependimento e a denúncia passam longe de sua mensagem, e elas trazem ao sujeito tudo o que ele deseja, mas não o que precisa.

A orientação de Paulo a Timóteo no último verso desse bloco é para que ele mesmo seja sóbrio em tudo, sofrendo as aflições causadas pela pregação do evangelho verdadeiro, fazendo o trabalho de um evangelista e cumprindo assim o seu ministério. Sigamos essa orientação, que vale para nós. Ainda que seja duro o caminho, preguemos o evangelho puro e simples, que traz, sim, a mensagem do arrependimento e denuncia o erro, mas também apresenta a graça salvadora e reconciliadora de Cristo, que nos garante vitória sobre o pecado por meio de seu sacrifício.

segunda-feira, 5 de março de 2012

II Tm 3: Quando o problema sofre crise de identidade

A Bíblia sabe fazer uma coisa que lhe é muito própria e interessante: inverter a lógica de algumas coisas. Como dar para receber, por exemplo. Não é interessante Jó ter sido abençoado enquanto orava por seus amigos? E o salmista Davi, que tinha uma vida conturbadíssima, escrever o Salmo 23? É muito intrigante ver como o coração de Davi não obedecia as circunstâncias ao redor.O seu país podia estar em guerra, que mesmo assim ele sentia seu coração deitado em pastos verdes e guiado mansamente a águas tranquilas...

Este capítulo de II Tm também faz uma inversão, traçando um paralelo muito interessante. Os versos 1-9 dizem como os últimos tempos seriam trabalhosos, pois os homens estariam mais interessados em si mesmos do que em Deus e no próximo. E o segundo bloco, que fecha o capítulo, de 10-17, contém uma palavra de incentivo de Paulo a Timóteo, para que ele perseverasse na sã doutrina. E a inversão está nos versos 12-13:

"E na verdade, todos os que desejam viver piamente em Cristo jesus padecerão perseguições. Mas os homens maus e enganadores irão de mal a pior, enganando e sendo enganados".


Confesso que achei graça do texto na leitura atual. Segundo o Apóstolo Paulo, Timóteo era alguém que estava observando atentamente o que lhe era ensinado e também a forma como Paulo vivia, o que lhe servia de exemplo. O Apóstolo diz que sofrera perseguições em Antioquia, Icônio e Listra, mas foi livre de todas pelo Senhor. E desenvolve seu argumento através dos versos acima. Sua fala afirma que todos os que caminham com Cristo serão por isso perseguidos, terão dificuldades, passarão por maus bocados nas mãos de pessoas más. E o que me chama a atenção é o "mas" logo depois dessa afirmação.

É como dizer que aqueles que andam com Cristo estarão em dificuldades, mas quem não anda com Cristo é que tem problemas de fato. Os cristãos serão perseguidos, mas os enganadores irão de mal a pior. Quem anda honestamente com Deus sofrerá por isso, mas quem engana está com um grande problema para resolver.

Se há algo com o que devemos de fato nos preocupar é com a nossa caminhada com Cristo. Como estou desenvolvendo meu relacionamento com Deus? Tenho seguido o exemplo de Timóteo, que andava nos passos de Paulo, seu mestre, observando atentamente e seguindo bem o que lhe era ensinado? Ou engano a mim mesmo e àqueles que estão à minha volta, aparentando uma devoção a Cristo que não passa da aparência?

Se estou caminhando com Cristo, ainda que seja perseguido, não sou eu quem tem um problema. Se caminho com Cristo, estou com minhas questões mais importantes resolvidas, pois o cuidado da minha vida está nas mãos do Senhor. Se ando com Cristo, quem tem problema é outro, não eu. Ainda que sofra, estarei bem. Mas, se em algum momento enganar a mim mesmo, vivendo um cristianismo medíocre e/ou aparente, posso saber que ganhei um problema verdadeiro.

Que Deus nos ajude a sermos sinceros e autênticos, com um coração entregue à ele. Sendo por ele fortalecidos, a maior das dificuldades se torna plenamente administrável. O que não podemos é a sua companhia e bênção conosco.

sexta-feira, 2 de março de 2012

II Tm 2: Conhecer e ensinar, não discutir


"Continue a lembrar essas coisas a todos, advertindo-os solenemente diante de Deus, para que não se envolvam em discussões acerca de palavras; isso não tem proveito, e serve apenas para perverter os ouvintes".

"Evite as conversas inúteis e profanas, pois os que se dão a isso prosseguem cada vez mais para a impiedade".

"Evite as controvérsias tolas e fúteis, pois você sabe que acabam em brigas".
2 Timóteo 2:14; 16; 23
  
Na primeira carta que Paulo escreve a Timóteo, esse jovem pastor na cidade de Éfeso, ele o advertiu acerca de alguns "falatórios vãos" que circundavam sua cidade e igreja. Veja I Tm 1.3-7; 4.7; 6.3-10. Paulo combatia o discurso tolo acerca de umas genealogias que alguns julgavam trazer algum mérito e ainda o uso de argumentação sobre qualquer que fosse a controvérsia.  Seu ensino era o de que muitas discussões eram improdutivas, enquanto que o ensino da Palavra de Deus era ao que Timóteo deveria se ater.

Agora ele está retomando essa temática no capítulo 2 da segunda carta. No primeiro bloco, compreendido entre 1.-13, o Apóstolo ensina que o ensino da Palavra de Deus é produtivo e útil, enquanto no segundo, de 14-26, ele diz que as discussões fúteis não têm utilidade alguma. Os recortes no início do texto exaltam essa ênfase de Paulo.

O paralelo entre o primeiro e o segundo bloco é claro. Enquanto 1.2 diz: "estas coisas confiem a homens fiéis, os quais sejam capazes de ensinar a outros", o verso 14, primeiro da lista acima, diz a Timóteo para orientar os seus não se envolverem em certas discussões. A preocupação do jovem pastor Timóteo deve ser a que lhe é dita no verso 2.15: "apresentar-se a Deus aprovado, como obreiro que não tem do que envergonhar, que maneja bem a palavra da verdade".

As discussões às quais Paulo se referia, as "genealogias intermináveis" e as conversas de "velhas caducas" compreendiam também algumas distorções da Palavra de Deus, como foi o caso de Himeneu e Fileto. E o caminho contrário dessas discussões inúteis é justamente conhecer e conhecer bem as Escrituras, para combater com o bom ensino essas coisas improdutivas.

Percebamos que o ensino de Paulo não é para que não se estude. Não é para que não se conheça a Bíblia, a história, a Teologia, as minúcias da fé. Mas para que nada se torne motivo para discussões e por elas se alcancem brigas, que de fato serão improdutivas. O ensino de Paulo me lembra que devemos nos preocupar com o que convém, esquecendo-nos de polêmicas inúteis, como muitas com as quais já me deparei na igreja e provavelmente você também, leitor.

Ater-se a discussões fúteis é um erro. Conhecer e ensinar a palavra de Deus, por outro lado, um acerto e um mandamento. E o que já vi (e vivi) e que também não pode ser tido como comum nas nossas vidas, é quando alguma dúvida séria sobre as Escrituras ou a respeito de algum ponto importante da nossa fé é tachado de discussão inútil. Paulo tratava como improdutivas as discussões que estavam buscando conferir méritos ou créditos a um e outro, através da identificação de árvores genealógicas e a ensinos que pervertiam a palavra de Deus. Mas o mandamento do final do capítulo é claro e nos faz discernir bem uma coisa da outra:

"Ao servo do Senhor não convém brigar mas, sim, ser amável para com todos, apto para ensinar, paciente. Deve corrigir com mansidão os que se lhe opõem, na esperança de que Deus lhes conceda o arrependimento, levando-os ao conhecimento da verdade, para que assim voltem à sobriedade e escapem da armadilha do diabo que os aprisionou para fazerem a sua vontade".

Muitos que questionam estão carentes de um conhecimento correto da palavra de Deus, e nós somos responsáveis por lhes esclarecer tais pontos de forma que eles sejam conduzidos novamente à sobriedade e conheçam a verdade, ficando livres do mal. Portanto, assumamos a responsabilidade de conhecer e ensinar a palavra de Deus com um propósito útil, desviando-nos das questões inúteis. Porém, com honestidade e consciência, que nos permitirá tratar sabiamente cada questionamento como convém.

quinta-feira, 1 de março de 2012

II Tm 1: Certezas de Paulo que precisamos ter

O Apóstolo Paulo era alguém que tinha muitas certezas e consequente segurança sobre o que fazia. Um sinal disso é que todo início de carta que ele escreveu o identifica como apóstolo de Cristo pela vontade de Deus. Não lhe faltava a certeza de que era Deus quem o havia chamado e também que direcionava cada passo de sua vida e ministério. Com isso, vemos a segurança e autoridade que o acompanhou, claramente demonstrados em seus escritos.

Chama-me a atenção também a forma como Paulo demonstra tal segurança e muitas certezas no primeiro capítulo de II Tm. E ele está certo sobre coisas que, caso também estejamos, estaremos mais seguros e confiantes para colocarmos em prática o que o Senhor quer que coloquemos.

Primeiro, ele tem certeza de que foi Deus quem o comissionou. Como já disse acima, a carta começa com a sua introdução clássica, falando sobre a sua posição no corpo de Cristo pela vontade de Deus (1.1). Segundo, Paulo sabia que suas aflições presentes eram por causa do evangelho: tanto a prisão quanto as demais adversidades (1.8). Não seria diferente com ele, pois a pregação do evangelho, o exercício do seu ministério, era tão central em sua vida, que lhe garantia segurança do controle do Senhor sobre qualquer situação.

Então, no verso 1.9, o Apóstolo demonstra consciência de que foi salvo por Cristo, vocacionado por Deus e isso devido à sua graça. Consciência de sua salvação, de seu papel no reino e de sua condição diante de Deus. Entendo que tais certezas demonstram grande maturidade na caminhada cristã. Não tenho dúvidas sobre a comunhão com Deus, estou seguro do meu chamado e conheço quem sou - assim como Deus é. Sendo assim, já tenho boa parte do caminho seguramente traçado.

O verso 1.11 nos diz que ele foi constituído apóstolo, pregador e mestre. Além de todas as certezas acima, ainda há a da especificidade de seu ministério. Paulo sabia exatamente o que deveria fazer, qual papel, exatamente, deveria desempenhar. Gostaria que todos na igreja tivessem essa certeza e consciência. Não sei quantas pessoas já vi que procuram se envolver em todos os ministérios possíveis, pensando que assim, trabalhando em tudo e como um louco, agradará a Deus. Uma certeza como essa de Paulo nos dá foco e faz com que nos envolvamos com aquilo que irá colaborar com o propósito de Deus para nós. Sei que trabalharei na igreja com música? Me envolverei nessa área. Serei mestre? Estudarei. Percebam que os três papéis que Paulo diz desempenhar estão intimamente relacionados, ou seja, ele tinha muito foco no que fazia, de forma que sua atenção e dedicação era centrada, focada, não fragmentada.

Essas são as conclusões que podemos tirar de forma clara do texto, sem inferir praticamente, olhando só para o que salta aos olhos. E já são certezas preciosas, que precisamos buscar para servirmos melhor e com mais eficácia ao Senhor. Conheçamos bem a nós mesmos e ao nosso Deus, bem como seu propósito para nós. Alcançaremos tudo isso através de uma vida de oração relevante e do conhecimento da sua Palavra, disciplinas que devemos cultivar diariamente.

Sirvamos ao Senhor da melhor maneira: com segurança, foco, dedicação e disciplina.

quarta-feira, 29 de fevereiro de 2012

I Tm 6: O Apóstolo Paulo, sobre a Teologia da Prosperidade

Último capítulo da primeira carta de Paulo a Timóteo. Aqui, o Apóstolo dará as últimas instruções ao seu companheiro de ministério e se despedirá. Essas últims instruções falarão sobre a postura ideal daqueles que se converteram sendo escravos, sobre o amor dinheiro em contraste com a doutrina correta de Cristo e ainda sobre a postura ideal para o próprio Timóteo, diante do amor ao dinheiro sob o qual muitos estavam vivendo.

O primeiro ponto, sobre os escravos, traz para nós uma orientação sobre a nossa vida profissional, principalmente aos que trabalham como funcionários de alguém. Aqueles homens deveriam servir aos seus senhores com respeito e honra, justamente por terem se convertido, para que o nome de Deus não ficasse envergonhado pelo testemunho deles. Caso o seu senhor fosse cristão, isso deveria ser motivo para servi-lo ainda melhor, ao invés de ser uma brecha para se tirar vantagem e/ou aliviar o trabalho. Aprendemos uma lição sobre responsabilidade e excelência aqui, não é?

E então o Apóstolo fala sobre o amor ao dinheiro, fazendo-o de forma tão única que vale a pena aprofundarmos um pouco aqui. Para começar, leia abaixo os versos 3-5 deste capítulo:

"Se alguém ensina outra doutrina, e se não conforma com as sãs palavras de nosso Senhor Jesus Cristo, e com a doutrina que é segundo a piedade, é soberbo, e nada sabe, mas delira acerca de questões e contendas de palavras, das quais nascem invejas, porfias, blasfêmias, ruins suspeitas, contendas de homens corruptos de entendimento, e privados da verdade, cuidando que a piedade é fonte de lucro."

Em poucas palavras, o texto diz que aqueles que consideram a piedade como fonte de lucro, não se conformando com a boa e correta doutrina de Cristo, são soberbos, pois se propõem a expor uma "verdade" acima evangelho. Os que assim fazem estão delirando, diz o texto. O termo usado para a palavra piedade é eusebéia, que do grego pode ser traduzido por piedade ou religião. Portanto, muitos que são corruptos de entendimento e privados da verdade, como diz o texto, pensam que a religião é fonte de lucro.

Nosso Senhor disse que conheceríamos a árvore pelo fruto, falando justamente sobre os falsos profetas que surgiriam. Sobre os mesmos, ele diz que nem todo o que o chama de Senhor fará parte do seu reino (Mt 7.20-21). Você consegue ver motivos de "suspeitas ruins" no ministério de Jesus? E inveja de sua parte, brigas de opiniões, soberba? Pois isso não acontecia com ele e não acontece com pessoas que levam a Palavra de Deus a sério não é a toa. Já com aqueles que tem a religião como fonte de lucro...

Outro dia, postei um vídeo aqui no blog que demonstra os frutos de quem vive delirando acerca da doutrina de forma escandalosa. E seus frutos são podres tal qual o texto nos mostra. O mesmo protagonista do vídeo responde a acusações terríveis no ministério público, sobre lavagem de dinheiro, extorsão, evasão de divisa e outros escândalos relacionados às suas finanças e de sua igreja (vejam este outro vídeo). Esses frutos acompanham justamente aqueles buscam o lucro e o benefício próprio através da falsa piedade, da falsa religião.

A orientação de Paulo a Timóteo diante desses exemplos é o contentamento com o suficiente. O verso 6.8 diz isso claramente. E o Apóstolo ainda adverte que aqueles que querem ficar ricos se enveredam por caminhos que não queremos passar (6.9-10).

Finalmente, o capítulo e a própria carta caminham para seu desfecho com a recomendação para que Timóteo fugisse dessas coisas, seguindo a "justiça, a piedade, a fé, o amor, a paciência, a mansidão" (6.11). E o orienta a recomendar aos ricos desse mundo que sejam também "ricos em boas obras, generosos em dar e prontos a repartir", acumulando um tesouro que lhes garanta a vida eterna (6.17-19).

Meus amigos e irmãos, usar a religião como fonte de ganho é anti-cristão. Há tesouros mais preciosos a serem conquistados na caminhada cristã. Outro dia ouvi falar que um sujeito era tão pobre, que só tinha dinheiro... E a verdade é que o aperfeiçoamento do nosso caráter, a melhora dos nossos relacionamentos, a vitória sobre o pecado, o desprendimento material que adquirimos com Cristo em prol do evangelho e do bem comum, dentre outras virtudes, é que são tesouros verdadeiros. Dinheiro, conforto extremo, lucros absurdos, estão à disposição de qualquer um que se disponha a buscá-los a qualquer preço. Mas essas virtudes, só Cristo, através do Espírito Santo, pode gerar em nós.

Busquemos o simples, profundo e valioso reino de Deus. E acumulemos tesouros para a vida eterna. Das nossas necessidades, como muito prometeu, o Senhor cuidará. Que Deus preserve nosso coração e consciência. Que o sirvamos sempre e da melhor maneira.

segunda-feira, 27 de fevereiro de 2012

I Tm 5: Quais cargos devem existir na igreja?

As cartas de I e II Tm e Tt são chamadas de cartas pastorais, pois são escritas a líderes de igrejas e contém orientações sobre como presidir suas congregações. No caso de I Tm, o destinatário da carta estava em Éfeso e ali era um jovem pastor comissionado pelo próprio Ap. Paulo para, inicialmente, resovler algumas questões doutrinárias controversas (1.1-4).

No capítulo 3 dessa primeira carta, o autor fez uma descrição de quais são as qualidades para que alguém exerça a função de bispo ou diácono na igreja. E agora, no cap. 5, ele instrui sobre a postura que a igreja deveria ter ao cuidar de um grupo de algumas pessoas em necessidades, na primeira parte (5.1-16), e dá conselhos diretos sobre os presbíteros da igreja. A esta altura, vale a pena voltarmos nosso olhar para a forma de organização da igreja primitva, pois assim compreenderemos melhor este e outros textos.

Apesar de vermos um padrão de liderança eclesiástica no Novo Testamento, não podemos inferir que não seja permitido instituir outros cargos diferentes dos que ali aparecem. Como veremos agora, há apenas 3 cargos na igreja primitiva, sendo que a maioria dos que conhecemos hoje poderiam se encaixar em 2 deles.

O primeiro desses cargos é o de Apóstolo. E nesse caso, é uma nomeação que não mais deve ser feita, pois os pré-requisitos para se exercer tal ministério já não podem ser preenchidos. Os Apóstolos eram assim considerados caso tivessem visto Jesus ressurreto em pessoa e fossem diretamente comissionados por ele. Portanto, não há mais legalidade bíblica para que ninguém se denomine apóstolo hoje. Os que o fazem, mais estão manifestando seu orgulho, ao reivindicarem para si uma autoridade tão grande quanto a do Apóstolo Paulo, por exemplo (!!!), do que se prestando a um serviço em prol do evangelho. Algumas referências básicas para fundamentar isso: At 1.22; 1.2-3; 4.33; Mt 10.7.

O segundo cargo, e em ordem hierárquica, é o dos presbíteros. Esse nome também pode ser entendido como bispo ou pastores, e designa alguém que governava a igreja, a presidia. Os requisitos para se exercer tal tarefa estão relacionados na própria carta a Timóteo, no capítulo 3. Várias referências fundamentam que os presbíteros poderiam exercer as tarefas de liderança e de ensino, que estão intimamente ligadas no Novo Testamento. Seguem algumas: I Tm 5.17; I Pe 5.2-5; I Tm 3.2-7; Ef 4.11; Tt 1.9.

O terceiro cargo é o de diácono. A palavra diácono significa servo e não é um termo exclusivamente cristão. Alguém com boas condições financeiras na época dos apóstolos poderia ter um diácono contratado, dentre outros servos. Eles têm sua instituição narrada em At 6, apesar de uma pequena polêmica que cerca a tradução daquele texto. Ele não usa o termo diácono para se referir aos que foram eleitos para servirem às mesas, mas sim um verbo relacionado, que designa serviço mesmo. Sua função ali atribuída é muito coerente com as responsabilidades que são sugeridas em I Tm 3.8-13, portanto parece correto entender que o texto tratava mesmo de diáconos nesse sentido, ainda que eles possam não ter recebido tal título num primeiro momento.

O Novo Testamento difere claramente o presbítero/bispo do diácono, mas não especifica com tanta clareza qual a função desse segundo servo. Pelas qualificações que lhe são exigidas no texto I Tm 3, podemos inferir que eles ocupavam cargos de confiança nos quais serviam. Possivelmente tivessem alguma função administrativa, podiam lidar com o dinheiro da igreja e ainda trabalhar aconselhando os irmãos, além de executar o cuidado material ao qual a igreja se prestava a prover.

Na igreja primitiva, estes são os cargos oficiais encontrados no Novo Testamento. Há uma longa lista de ministérios em Ef 4 e ainda em Rm 12.6-8 e I Co 12.1-11, mas esses não são considerados oficiais da igreja. Por oficiais, entendo em concordância com Wayne Grudem, autor de uma Teologia Sistemática muito respeitada (a qual consultei muito para escrever este texto), que se trata de "alguém publicamente reconhecido como detentor do direito e da responsabilidade de desempenhar certas funções para o benefício de toda a igreja". Estes cargos deveriam ser confiados com responsabilidade (I Tm 5.22) e hoje não deve ser diferente.

Entendendo isso, exerceremos nosso serviço ao Senhor com mais consciência e saberemos discernir o que é bíblico e o que é invenção de moda ou soberba. Sobre outros ministérios, escrevi um texto que pode ser útil (clique aqui). Não é necessário que nos sejam confiados cargos/títulos para servirmos a Deus. Porém, caso isso tenha acontecido, saibamos que as responsabilidades dos que recebem tal confiança é maior. E que o Senhor nos abençoe para o servirmos e à nossa igreja com responsabilidade, dedicação e excelência.

domingo, 26 de fevereiro de 2012

I Tm 4: Hipocrisia, doutrinas de demônios e o caminho correto

Os primeiros 5 versos deste capítulo tratam de um tema que é comum a Paulo (I Tm 4 e II Tm 3) e coerente com outros trechos do Novo Testamento: o de que nos dias que antecedem a segunda vinda de Cristo, o amor de muitos se esfriaria e a impiedade, diretamente associada à corrupção do homem aumentaria. A impressão é a de que quando Jesus buscar o seu povo, a humanidade se encontrará em seu momento mais corrompido de toda a história, deixando aqueles que gritaram "crucifica-o" no chinelo.

O que se destaca, ao menos aos meus olhos, nessa advertência de Paulo, são os seus personagens principais: líderes religiosos corrompidos. Paulo classifica esses homens como "espíritos enganadores" e as suas doutrinas como "doutrinas de demônios". Sua conduta, ainda segundo o Apóstolo, é uma conduta hipócrita, por ensinarem mentiras com consciência do que fazem, mas com essa consciência cauterizada, ou seja, sendo incapazes de sentir o peso de seu erro.

Paulo diz que suas doutrinas proibiriam o casamento e ordenariam a abstinência de determinados alimentos "que Deus criou para os fiéis, e para os que conhecem a verdade, a fim de usarem deles com ação de graças" (4.3). Esses são problemas que já eram conhecidos de Paulo naquela época e foram tratados, por exemplo, na igreja de Corinto. Mas, no final dos tempos, tudo se agravaria ainda mais.

Muito me dói, mas muito mesmo, ver como determinados líderes religiosos tem seguido esse padrão hoje. Pessoas discaradamente enganam o povo com objetivos egoístas, mesquinhos, gananciosos. Outro dia um vídeo me deixou pasmo, e reproduzo o mesmo logo abaixo. Aliás, o que contém nele é o mais próximo que eu já ouvi falar de "doutrina de demônios". Veja:


No caso dos dois líderes que protagonizam essa briga aí, um é dissidente da igreja do outro. E, para falar com toda a sinceridade, essa mulher deve estar possessa sim. Mas não pelo demônio que supostamente fala ali através dela, mas por outro que poderia concorrer ao oscar. Na minha opinião, e sei que julgo a outro e, por consequência, me coloco sob o mesmo peso de julgamento (Mt 7.1-2), isso aí é a "hipocrisia de homens que falam mentiras e têm cauterizada a própria consciência" (3.2).

E como reagimos a isso tudo? Fazendo exatamente o que Paulo também recomenda a Timóteo no decorrer do capítulo 4. Perseverar na doutrina correta, bíblica e sadia; perseverar no aprendizado, na exortação aos irmãos e no seu ensino, o que, também segundo este texto, salvará a nós mesmos e aos que nos ouvem. A reação correta à apostasia demonstrada por aqueles que se dizem líderes cristãos não é a decepção com a igreja seguida do afastamento dela. Mas o exercício religioso/cristão sincero e verdadeiro.

Ainda como aprendemos com o Apóstolo Paulo, há melhor maneira de combater a mentira do que pregando e vivendo a verdade? Não acredito. Portanto, a despeito da apostasia de muitos - e até por causa dela, persistamos em viver um evangelho verdadeiro. O Senhor nos prosperará e abençoará nessa caminhada, pois é ele quem se agradará de nossa postura.

sexta-feira, 24 de fevereiro de 2012

I Tm 3: O que preciso para servir a Deus?

Neste capítulo, Paulo dá claras e diretas instruções sobre a instituição dos diáconos e sobre as características que devem preceder a vocação ou o desejo pelo "episcopado", que podemos entender num contexto mais comum como ministério pastoral.

Já concluí há muito que, para servir a Deus, não é necessária qualquer habilidade específica. Para ser um matemático é preciso habilidade lógica, da mesma forma que não se faz um advogado sem um poder argumentativo. Já para servir a Deus, não há exigências de habilidades. Diferentemente de um matemático ou de um advogado, de quem se exige tais características, o servo de Deus precisa corresponder a exigências éticas e morais, o que aqueles dois não precisam. É possível haver um matemático e um advogado corrupto, mas não um servo de Deus. No reino de Deus, portanto, o que se é tem muito mais valor do que o que se faz.

Essas exigências a serem correspondidas ditam um padrão de caráter, que tem como modelo o próprio Cristo e como objetivo o estado de irrepreensibilidade, como Paulo diz a Timóteo (3.10). É uma exigência altíssima e, não fosse a ajuda do Espírito Santo, poderíamos desistir desde já.

Dentre todos os requisitos, que são muitos, alguns chamam a atenção pela forma como são tão facilmente negligenciados hoje em muitas situações. Ser preciso ter boa aceitação dos de fora, por exemplo, é algo que muitos não se preocupam em cultivar. Pastores se atacam em rede nacional, na tv aberta, aparentemente sem a mínima preocupação com aquele não-cristão que pode estar assistindo-o. Muitos mantém seus programas chamados evangélicos, falando todo o "crentês" comum ao seu meio e o telespectador que o entenda. A preocupação com "os de fora" é mínima ou nenhuma, nesses casos.

As instruções desse capítulo são voltadas principalmente a pastores e diáconos, mas obviamente não somente a eles. Tudo é recomendável e aplicável a todo cristão sério. E indispensável a quem exerce tais funções. Contextualizando um pouco, podemos entender que tais recomendações são válidas a todo o que pretende servir a Deus, principalmente. Afinal, pastores e diáconos naquele tempo, englobavam todos os cargos que exisitiam na igreja organizada. Portanto se hoje queremos exercer qualquer atividade eclesiástica e com ela servir a Deus, vale atentar para este capítulo.

E gostaria que nos voltássemos para uma direção específica de Paulo ali. A de que os dois grupos ou, no nosso contexto e entendimento, todos os que servem ao Senhor, devem governar bem as suas casas. É uma orientação que se repete (3.4 e 12). Não ter a sua casa em ordem e querer cuidar da igreja é tratado como incoerência, e de fato o é (3.5). Mas como isso se aplica a quem é jovem, solteiro e deseja servir a Deus?

O princípio é que nossos relacionamentos familiares estejam em ordem. Se não sou o governante da minha casa hoje, preciso entender que a recomendação para mim enquanto servo de Deus é ter de forma bem tranquila um bom relacionamento com meus pais, irmãos, família. Isso é inegociável. Afinal, se a minha casa não está em ordem, como posso querer ordenar as coisas na casa de Deus? É esse o princípio claro em 3.5.

Preocupemo-nos com isso. É hipocrisia a nossa casa estar uma bagunça e querermos consertar a casa do Senhor. Nossos relacionamentos familiares estarem frustrados e nos dispormos a ajudar os irmãos na igreja. Se esse for o caso, primeiro precisamos de ajuda. A não ser que algum conflito ou qualquer situação ruim já tenha recebido todo cuidado e preocupação nossa e, ainda assim, a situação persiste - por responsabilidade real de outro, devemos primeiro resolver isso. Então com coerência e autoridade, livres desse embaraço, serviremos com excelência.

Que Deus nos abençoe, direcione e capacite para termos em ordem a nossa própria vida e depois sermos usados plena e excelentemente por ele.